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Projeto Inovador: Descarte Seguro de Agulhas e Seringas Caseiras Ganha Força na Câmara dos Deputados

outubro 23, 2026

Projeto de Lei 1674/26 propõe sistema nacional para o descarte de perfurocortantes usados em casa, visando segurança e sustentabilidade.

O descarte correto de agulhas, seringas e lancetas utilizadas em tratamentos médicos domiciliares é o foco de um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta visa criar um sistema nacional de logística reversa e conscientização, estabelecendo regras claras para um problema crescente na sociedade.

Com o aumento de pessoas que realizam tratamentos contínuos em casa, especialmente para condições como o diabetes e o uso de medicamentos injetáveis para perda de peso, a quantidade de resíduos perfurocortantes disparou. O manejo inadequado desses materiais representa um risco sanitário e ambiental significativo, conforme alerta o autor da proposta.

A iniciativa abrange toda a cadeia produtiva e de consumo, desde fabricantes até os usuários finais. O objetivo é garantir que esses materiais, que podem causar acidentes graves, sejam recolhidos e tratados de forma segura, protegendo coletores de lixo, catadores e a população em geral. A Agência Câmara informou sobre os detalhes da proposta.

O que o Projeto de Lei 1674/26 prevê?

O Projeto de Lei 1674/26 estabelece que agulhas, seringas, lancetas e outros materiais perfurocortantes usados em domicílio não poderão mais ser descartados no lixo comum, esgoto ou em vias públicas. A proposta detalha que o descarte deverá ocorrer em pontos de coleta específicos para resíduos de serviços de saúde ou em recipientes adequados localizados em áreas de grande circulação de pessoas, como shoppings.

Impacto do Crescimento de Tratamentos Domiciliares

Segundo o deputado Dr. Daniel Soranz (PSD-RJ), autor da proposta, o avanço de tratamentos médicos realizados em casa, como aqueles para o controle do diabetes e o uso de chamadas “canetas emagrecedoras”, levou a um aumento expressivo na geração desses resíduos. Ele destaca que o descarte inadequado expõe profissionais de limpeza, catadores e o público em geral a sérios riscos de acidentes com perfurações.

Segurança e Conscientização como Pilares

A proposta busca não apenas implementar a logística reversa, mas também promover a conscientização sobre os perigos do descarte incorreto. A ideia é educar a população sobre a importância de utilizar os canais adequados para se desfazer desses materiais, minimizando a contaminação e prevenindo acidentes. O texto abrange fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores nesta responsabilidade compartilhada.

Próximos Passos para a Legislação

O Projeto de Lei 1674/26 agora seguirá para análise em caráter conclusivo em diversas comissões da Câmara dos Deputados, incluindo as de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Saúde, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, ela precisará ser aprovada tanto na Câmara quanto no Senado Federal.