Skip to content

Comissão da Câmara aprova Política Nacional de Inclusão Digital para Idosos: um passo crucial para autonomia e segurança na era da internet

outubro 30, 2026

Inclusão Digital para Idosos Avança na Câmara dos Deputados

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados deu um passo importante ao aprovar o Projeto de Lei 353/26. Esta iniciativa visa criar a Política Nacional de Inclusão e Letramento Digital da Pessoa Idosa, um marco para garantir que a terceira idade possa navegar no mundo digital com segurança e autonomia.

O objetivo principal é empoderar os idosos, promovendo seu bem-estar e facilitando sua participação ativa na sociedade, que cada vez mais se baseia em ferramentas e aplicativos digitais para o exercício de direitos e para a comunicação.

O texto, que agora segue para outras comissões, busca integrar a nova política à já existente Política Nacional de Educação Digital e também altera leis importantes como a do Estatuto do Idoso. Conforme informação divulgada pela Agência Câmara, o projeto tem o potencial de transformar a vida de milhares de brasileiros, mas ainda depende de aprovação no Senado para se tornar lei.

O que a nova política propõe?

O projeto aprovado pela comissão detalha uma série de ações para a inclusão digital de idosos. Entre as propostas estão a inclusão de conteúdos sobre letramento e inclusão digital nos currículos de ensino formal e na educação continuada. Isso significa que o aprendizado sobre o uso de tecnologias será mais acessível e estruturado.

Além disso, a política prevê a oferta de cursos e programas de extensão em instituições de ensino e centros de convivência, garantindo que os idosos tenham locais e oportunidades para aprender. Outro ponto crucial é a criação de aplicativos que sejam acessíveis para pessoas idosas e o desenvolvimento de campanhas focadas em alertar sobre os perigos de golpes digitais, um problema crescente.

Autonomia e Segurança na Era Digital

O relator do projeto, deputado Pastor Gil (PL-MA), destacou a importância da iniciativa. Ele ressaltou que, na sociedade contemporânea, o exercício da cidadania e o acesso a serviços muitas vezes dependem do uso de computadores e aplicativos. Portanto, a inclusão digital para idosos não é apenas uma questão de conveniência, mas de garantir direitos.

A proposta busca, com isso, promover a autonomia da pessoa idosa, permitindo que ela realize transações bancárias, se comunique com familiares, acesse serviços públicos e se mantenha informada sem depender de terceiros. A segurança também é um pilar fundamental, com foco em ensinar a identificar e evitar fraudes online.

Próximos Passos para a Aprovação

Para que a Política Nacional de Inclusão e Letramento Digital da Pessoa Idosa se torne lei, o projeto de lei precisa ser aprovado em caráter conclusivo por outras comissões importantes da Câmara: Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, o texto seguirá para votação no Senado Federal.

O deputado Lincoln Portela (PL-MG) é o autor original da proposta, que foi acolhida e emendada pelo relator Pastor Gil. A expectativa é que o projeto avance rapidamente, considerando a relevância do tema para uma parcela crescente da população brasileira e a necessidade de adaptação às transformações tecnológicas.

Integração com Políticas Existentes

Uma das emendas apresentadas pelo relator foi a de integrar a nova política à Política Nacional de Educação Digital, já estabelecida pela Lei 14.533/23. Essa integração visa otimizar recursos e esforços, criando uma abordagem mais coesa para a educação digital em todas as faixas etárias.

Adicionalmente, o projeto altera a Política Nacional do Idoso (Lei 8.842/94) e o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/03), atualizando-as para refletir a importância do acesso e do uso das tecnologias digitais na garantia dos direitos e na promoção da qualidade de vida dos idosos no Brasil.