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Vitória para Advogados: Honorários Advocatícios Agora São Verba Alimentar, Garantindo Prioridade em Pagamentos

abril 16, 2026

CCJ da Câmara aprova status de verba alimentar para honorários de advogados, protegendo o sustento profissional.

Em uma decisão crucial para a advocacia brasileira, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 850/23. A proposta, originária do Senado, altera o Estatuto da Advocacia, conferindo aos honorários advocatícios a mesma natureza alimentar que os salários.

Essa classificação, que reconhece os honorários como essenciais para a sobrevivência do profissional, traz importantes salvaguardas. Na prática, significa que esses valores ganham proteção contra penhoras para quitação de dívidas e passam a ter preferência em pagamentos, mesmo em cenários de falência ou recuperação judicial. A medida visa fortalecer a segurança financeira dos advogados.

O projeto agora segue para sanção presidencial, a menos que haja um recurso que demande votação em Plenário. A relatora da matéria na CCJ, deputada Maria Arraes (PSB-PE), recomendou a aprovação do PL 850/23, considerando sua superior técnica jurídica para assegurar a devida proteção legal aos honorários. Conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados, a relatora destacou que o reconhecimento da natureza alimentar e a prioridade nos pagamentos reforçam a importância institucional da advocacia, uma função essencial à Justiça.

Segurança Jurídica e Financeira para Advogados

A nova lei, ao classificar os honorários advocatícios como verba alimentar, garante que esses recursos sejam tratados com a devida prioridade. Isso significa que, em situações de dificuldades financeiras de devedores, os valores devidos aos advogados terão precedência sobre muitas outras dívidas. Essa proteção é fundamental para a estabilidade econômica dos profissionais que dedicam seu trabalho à defesa dos direitos.

Entendimento Consolidado e Proteção Reforçada

A aprovação do PL 850/23 alinha a legislação infraconstitucional ao entendimento já consolidado nos tribunais superiores. Tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconhecem a natureza alimentar dos honorários advocatícios. A equiparação legal reforça essa jurisprudência, oferecendo maior segurança jurídica e operacional para a cobrança e recebimento desses valores.

O Que Muda na Prática para os Advogados?

Para o dia a dia da advocacia, a principal mudança é a garantia de que os honorários são impenhoráveis, exceto em casos específicos previstos em lei, como o de dívidas alimentares. Além disso, em processos de falência e recuperação judicial, os advogados terão seus honorários pagos antes de muitos outros credores, assegurando que seu trabalho seja devidamente remunerado. Isso reflete o reconhecimento da advocacia como um serviço indispensável para o funcionamento do sistema de justiça.

Próximos Passos e Impacto da Legislação

Com a aprovação na CCJ, o projeto segue para a sanção presidencial. Caso seja sancionado, as novas regras entrarão em vigor, impactando diretamente a forma como os honorários advocatícios são tratados no ordenamento jurídico brasileiro. A medida é vista como um avanço importante para a valorização da classe advocatícia e para o fortalecimento da profissão, essencial para o exercício da cidadania e o acesso à justiça.