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Tornozeleira Eletrônica Ganha Nova Identidade Visual para Combater Violência Doméstica de Alto Risco

julho 11, 2026

Projeto de Lei propõe identificação visual padronizada para tornozeleiras eletrônicas em casos de violência doméstica de alto risco.

Uma nova proposta legislativa em tramitação na Câmara dos Deputados busca **inovar na aplicação de medidas protetivas** para mulheres em situações de violência doméstica. O Projeto de Lei 1811/26, apresentado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), visa determinar o uso de tornozeleiras eletrônicas com uma **identificação visual padronizada** para agressores. A medida tem como foco especial os casos de **violência doméstica de alto risco**.

A intenção por trás da padronização visual é clara: **facilitar a fiscalização e o reconhecimento** por parte das forças policiais. Além disso, a proposta busca **reforçar a proteção das vítimas** e atuar como um **elemento inibidor de novas condutas violentas** por parte dos agressores. A ideia é que a própria visibilidade da tornozeleira funcione como um alerta.

A padronização visual da tornozeleira eletrônica deverá seguir critérios de **razoabilidade e proporcionalidade**, garantindo que o uso do dispositivo não submeta o agressor a nenhuma forma de **exposição vexatória ou degradante**. O Poder Executivo ficará responsável por regulamentar as especificações técnicas, os níveis de visibilidade e as hipóteses em que a identificação poderá ser dispensada, sempre de forma fundamentada. Conforme informação divulgada pela fonte, o texto acrescenta essa determinação à Lei 15.383/26, que já estabelece o monitoramento eletrônico como medida protetiva autônoma na Lei Maria da Penha.

Objetivo: Ampliar a Eficácia da Medida Protetiva

A deputada Coronel Fernanda argumenta que a **ausência de uma identificação visual padronizada** nas tornozeleiras eletrônicas atualmente em uso limita o potencial preventivo da medida. Para ela, a falta de um padrão dificulta a fiscalização e, consequentemente, a efetividade da proteção oferecida às vítimas. A parlamentar ressalta que a medida **não tem caráter punitivo adicional**, mas sim uma natureza instrumental voltada para a proteção.

Garantias Constitucionais e Próximos Passos do Projeto

A aplicação da tornozeleira eletrônica com identificação visual padronizada, caso aprovada, será feita mediante **decisão judicial fundamentada**. A proposta assegura que os princípios constitucionais da **dignidade da pessoa humana**, da **proporcionalidade** e da **vedação a tratamento degradante** serão rigorosamente observados. A deputada enfatiza que a medida visa garantir a segurança sem violar direitos fundamentais.

O Projeto de Lei 1811/26 está tramitando em **regime de urgência** na Câmara dos Deputados. Isso significa que ele pode ser votado diretamente pelo Plenário, sem a necessidade de passar por todas as comissões temáticas. Para que a proposta se torne lei, ela precisa ser aprovada tanto na Câmara quanto no Senado Federal.

A Importância da Visibilidade na Prevenção de Crimes

Especialistas em segurança pública apontam que a **visibilidade de medidas restritivas** pode ter um efeito psicológico importante. No caso da tornozeleira eletrônica padronizada, a ideia é que o próprio agressor se sinta mais contido, sabendo que sua condição é publicamente identificável por autoridades. Para a vítima, a medida pode trazer uma sensação maior de segurança, sabendo que o agressor está sob monitoramento ostensivo.

A padronização visual, conforme defendido pela deputada autora do projeto, é um passo importante para **tornar a fiscalização mais eficiente**. Policiais em patrulhamento teriam maior facilidade em identificar indivíduos sujeitos a medidas protetivas, permitindo uma ação mais rápida em caso de descumprimento. A iniciativa busca, portanto, **fortalecer o combate à violência doméstica** através de ferramentas tecnológicas mais eficazes e visíveis.