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R$ 8 Bilhões para Companhias Aéreas: Governo Lança Medida Provisória para Combater Alta do Querosene e Evitar Cancelamento de Voos

junho 20, 2026

Governo destina R$ 8 bilhões para socorrer companhias aéreas em crise com alta do combustível

O Congresso Nacional está analisando uma importante Medida Provisória (MP) que pode mudar os rumos do setor aéreo no Brasil. A MP 1368/26 propõe a abertura de um crédito extraordinário de R$ 8 bilhões no Orçamento de 2026.

O objetivo principal é viabilizar uma linha de capital de giro especialmente desenhada para as companhias aéreas que operam em solo brasileiro. Esta iniciativa surge como uma resposta direta aos desafios financeiros enfrentados pelo setor.

A medida, segundo o governo, visa mitigar os efeitos do expressivo aumento nos custos operacionais. Dentre eles, destaca-se a **disparada no preço do querosene de aviação**, um dos insumos mais cruciais para a aviação comercial. Conforme informação divulgada pelo governo, a guerra no Oriente Médio causou um aumento de 70% no valor deste combustível em um curto período.

Como a medida vai funcionar

Os recursos provenientes dessa Medida Provisória serão direcionados para oferecer **financiamento às empresas aéreas**. A estratégia por trás dessa ação é clara: reduzir o risco de cancelamento de rotas e, consequentemente, **manter a oferta de transporte aéreo** em todo o país.

A ideia é proporcionar um alívio financeiro imediato para que as companhias possam honrar seus compromissos e continuar operando com regularidade. Isso é fundamental para a conectividade do país e para a economia como um todo.

Impacto nas contas públicas e próximos passos

É importante notar que, embora representem um montante significativo, os créditos extraordinários **não afetam a meta fiscal estabelecida para 2026**, que prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões. Contudo, a medida **impacta o endividamento público**.

Como toda Medida Provisória, a norma já está em vigor desde a sua publicação. No entanto, para que se torne lei de forma definitiva, ela precisa ser **aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal** em um prazo máximo de 120 dias. O processo legislativo definirá o futuro deste apoio ao setor aéreo.

A expectativa é que a aprovação ocorra dentro do prazo, garantindo a estabilidade necessária para as companhias aéreas e a continuidade dos serviços para os passageiros. A notícia foi reportada por Silvia Mugnatto e editada por Natalia Doederlein.