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Prisão Especial para Vigilantes e Gestores de Segurança Privada é Aprovada em Comissão da Câmara dos Deputados

agosto 19, 2026

Comissão de Segurança Pública da Câmara aprova prisão especial para profissionais de segurança privada

Uma proposta que garante prisão especial para vigilantes, seus supervisores e gestores de segurança privada foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. A medida assegura que esses profissionais, caso sejam presos por crimes cometidos durante o exercício de suas funções ou em razão delas, sejam recolhidos em locais separados dos demais detentos até que haja uma condenação definitiva.

Atualmente, o benefício da prisão especial é concedido a diversas categorias, como ministros, governadores, parlamentares, oficiais das Forças Armadas, magistrados e pessoas com ensino superior. A decisão da comissão representa um avanço na proteção desses trabalhadores que desempenham um papel crucial na sociedade.

O texto aprovado é uma versão do relator, deputado Capitão Alden (PL-BA), e abrange os projetos de lei 3690/24 e 1880/26. Além de estender o benefício aos gestores de segurança privada, a proposta altera o Código de Processo Penal e o Estatuto da Segurança Privada, buscando evitar ambiguidades na aplicação da lei no momento da prisão.

Proteção para quem protege a sociedade

O deputado Capitão Alden destacou a importância da medida, argumentando que ela é fundamental para oferecer proteção aos profissionais de segurança privada. Esses trabalhadores frequentemente se encontram na linha de frente no combate ao crime organizado e em situações de risco, como assaltos a bancos.

“O objetivo é evitar que o profissional de segurança seja encarcerado junto com criminosos que ele combate em sua rotina de trabalho”, explicou o relator. A intenção é que a prisão especial para vigilantes e gestores de segurança privada sirva como um escudo, garantindo que não sejam expostos a situações de perigo ou constrangimento ao serem detidos.

Mudanças no Código de Processo Penal

A alteração no Código de Processo Penal, conforme explicado pelo deputado Capitão Alden, visa eliminar dúvidas sobre a aplicação da prisão especial. “Atacar a raiz processual do problema garante que, independentemente do diploma consultado pelos operadores do direito na hora da lavratura da prisão cautelar, a prerrogativa esteja assegurada”, afirmou.

Isso significa que, ao ser efetuada uma prisão cautelar, a condição de vigilante, supervisor ou gestor de segurança privada será considerada, garantindo o direito à prisão especial, independentemente de outras qualificações que possam conferir o mesmo benefício, como a posse de diploma de ensino superior.

Próximos passos para a aprovação da lei

A proposta, após ser aprovada pela Comissão de Segurança Pública, segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Posteriormente, o texto será submetido à votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Para que a medida se torne lei, ela precisa ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal. A tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional envolve diversas etapas de discussão e votação para garantir a constitucionalidade e a relevância das propostas.

A decisão representa um reconhecimento da importância e dos riscos enfrentados pelos profissionais de segurança privada em seu dia a dia, buscando oferecer um tratamento mais adequado em caso de eventual prisão. A segurança privada é um braço essencial na proteção de patrimônios e pessoas em todo o país.