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Povos Indígenas Ganham Protocolo de Proteção em Desastres Climáticos e Sanitários na Câmara dos Deputados

maio 26, 2026

Câmara aprova protocolo para proteger povos indígenas em emergências climáticas e sanitárias

Um avanço significativo para os direitos e a segurança das comunidades indígenas foi dado na Câmara dos Deputados. A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais aprovou um projeto de lei que estabelece um protocolo nacional para lidar com situações de risco e desastres.

A proposta abrange desde emergências climáticas e ambientais até crises sanitárias, buscando garantir uma resposta mais eficaz e humanizada. O foco é a adaptação, a resposta imediata e a recuperação das comunidades afetadas, sempre com respeito à sua cultura e autodeterminação.

Este protocolo inédito visa fortalecer a integração de políticas públicas essenciais, como defesa civil, saúde e meio ambiente, com a proteção dos direitos dos povos originários. A informação foi divulgada pela Agência Câmara Notícias.

Comitê gestor e protocolos locais como pilares da nova lei

O projeto de lei prevê a criação de um **comitê gestor** ligado ao protocolo nacional. Além disso, a iniciativa incentiva a elaboração de protocolos locais, adaptados às realidades e especificidades de cada comunidade indígena. Isso garante que as ações sejam pertinentes e eficazes.

A relatora da matéria, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), ressaltou a importância da integração entre diferentes áreas. “Esta iniciativa fortalece a integração entre políticas de defesa civil, saúde, meio ambiente e proteção dos direitos indígenas, criando mecanismos permanentes de articulação institucional”, afirmou a deputada.

Respeito à autonomia e saberes tradicionais é fundamental

Uma das diretrizes centrais do texto aprovado é o respeito à autonomia dos povos indígenas e a valorização de seus saberes tradicionais. As comunidades terão participação ativa na formulação e execução das medidas de adaptação, resposta e recuperação.

A deputada Juliana Cardoso (PT-SP), autora da versão original do projeto, reforçou a importância de integrar o conhecimento ancestral indígena na gestão de riscos. “É preciso reconhecer e integrar os saberes tradicionais dos povos indígenas na gestão de riscos e desastres, respeitando a autonomia deles e garantindo segurança nas adversidades”, declarou.

Próximos passos para a aprovação final do projeto

A proposta legislativa agora seguirá para análise em outras comissões importantes da Câmara. Ela será avaliada pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada nestas instâncias, o projeto seguirá para o Senado Federal.

Para que o projeto se torne lei, ele precisa ser aprovado por ambas as casas legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado. A expectativa é que a nova legislação traga mais segurança e dignidade para os povos indígenas diante de desafios cada vez mais presentes.