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Ministro Padilha anuncia recorde de 14,9 milhões de cirurgias no SUS em 2025, mas deputado alerta para falta de transparência nas filas

maio 28, 2026

Ministro da Saúde destaca recorde de cirurgias eletivas no SUS e defende nova política de financiamento para hospitais.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um marco histórico para o Sistema Único de Saúde (SUS): o recorde de **14,9 milhões de cirurgias eletivas** realizadas em 2025. O anúncio foi feito durante audiência pública na Câmara dos Deputados, onde o ministro apresentou as prioridades da pasta para 2026.

Segundo Padilha, o expressivo aumento no número de procedimentos é resultado direto da implementação do programa “Agora tem especialistas”. Essa iniciativa alterou o modelo de financiamento das unidades de saúde, passando a remunerar os hospitais por um pacote completo de atendimento, que engloba consulta, diagnóstico e a própria operação.

“Atingimos o recorde histórico de cirurgias eletivas pelo SUS. Isso é resultado direto da nova tabela, que supera definitivamente a antiga tabela SUS com procedimentos que chegam a ter três vezes maior o valor”, declarou o ministro, enfatizando a **eficácia da nova política**.

Debate sobre transparência nas filas de espera

Apesar dos números positivos apresentados pelo ministro, o deputado Dr. Frederico (Patriota-MG) levantou preocupações sobre a **falta de transparência em relação ao tamanho das filas de cirurgias** no SUS. Ele apontou que, no ano anterior, cerca de 1,3 milhão de pacientes estavam na lista de espera por procedimentos.

“A gente está no final de maio e não há nenhum dado, nenhuma referência. Esse dado está, para ser bem franco aqui, escondido”, criticou o parlamentar. Dr. Frederico cobrou a divulgação de informações atualizadas sobre o número de pessoas aguardando cirurgias.

Ministério promete painel nacional para acompanhamento das filas

Em resposta às críticas, Alexandre Padilha negou a ocultação de dados e explicou que o Brasil nunca contou com um painel unificado para o monitoramento das filas. Ele afirmou que o foco principal será o **acompanhamento do tempo de espera** por cada procedimento.

“O principal dado a ser acompanhado é o tempo de espera. Nós vamos passar a ter um painel nacional, um painel em cada estado e um painel municipal, o que vai permitir o acompanhamento do tempo de espera”, declarou o ministro, assegurando que um sistema mais transparente será implementado.

Apoio às Santas Casas e questionamentos sobre contratos

Durante a audiência, o deputado Rafael Simoes (União-MG) defendeu a necessidade de **apoio estrutural para Santas Casas e hospitais filantrópicos**, destacando a importância de garantir a sobrevivência dessas instituições. O ministro pediu o apoio do Congresso para aprovar um projeto de lei que permite o uso de recursos do FGTS em operações de crédito para essas entidades.

Por outro lado, a deputada Rosangela Moro (União-SP) questionou a compra de insulina pela farmacêutica Bioma, cujos fundos de investimento são investigados por suspeitas de corrupção. Padilha rebateu, afirmando que a empresa possui **décadas de atuação no Brasil** e que não há irregularidades apontadas pela Controladoria-Geral da União nos contratos firmados.