
Ministro da Saúde destaca recorde de cirurgias eletivas no SUS e defende nova política de financiamento para hospitais.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um marco histórico para o Sistema Único de Saúde (SUS): o recorde de **14,9 milhões de cirurgias eletivas** realizadas em 2025. O anúncio foi feito durante audiência pública na Câmara dos Deputados, onde o ministro apresentou as prioridades da pasta para 2026.
Segundo Padilha, o expressivo aumento no número de procedimentos é resultado direto da implementação do programa “Agora tem especialistas”. Essa iniciativa alterou o modelo de financiamento das unidades de saúde, passando a remunerar os hospitais por um pacote completo de atendimento, que engloba consulta, diagnóstico e a própria operação.
“Atingimos o recorde histórico de cirurgias eletivas pelo SUS. Isso é resultado direto da nova tabela, que supera definitivamente a antiga tabela SUS com procedimentos que chegam a ter três vezes maior o valor”, declarou o ministro, enfatizando a **eficácia da nova política**.
Debate sobre transparência nas filas de espera
Apesar dos números positivos apresentados pelo ministro, o deputado Dr. Frederico (Patriota-MG) levantou preocupações sobre a **falta de transparência em relação ao tamanho das filas de cirurgias** no SUS. Ele apontou que, no ano anterior, cerca de 1,3 milhão de pacientes estavam na lista de espera por procedimentos.
“A gente está no final de maio e não há nenhum dado, nenhuma referência. Esse dado está, para ser bem franco aqui, escondido”, criticou o parlamentar. Dr. Frederico cobrou a divulgação de informações atualizadas sobre o número de pessoas aguardando cirurgias.
Ministério promete painel nacional para acompanhamento das filas
Em resposta às críticas, Alexandre Padilha negou a ocultação de dados e explicou que o Brasil nunca contou com um painel unificado para o monitoramento das filas. Ele afirmou que o foco principal será o **acompanhamento do tempo de espera** por cada procedimento.
“O principal dado a ser acompanhado é o tempo de espera. Nós vamos passar a ter um painel nacional, um painel em cada estado e um painel municipal, o que vai permitir o acompanhamento do tempo de espera”, declarou o ministro, assegurando que um sistema mais transparente será implementado.
Apoio às Santas Casas e questionamentos sobre contratos
Durante a audiência, o deputado Rafael Simoes (União-MG) defendeu a necessidade de **apoio estrutural para Santas Casas e hospitais filantrópicos**, destacando a importância de garantir a sobrevivência dessas instituições. O ministro pediu o apoio do Congresso para aprovar um projeto de lei que permite o uso de recursos do FGTS em operações de crédito para essas entidades.
Por outro lado, a deputada Rosangela Moro (União-SP) questionou a compra de insulina pela farmacêutica Bioma, cujos fundos de investimento são investigados por suspeitas de corrupção. Padilha rebateu, afirmando que a empresa possui **décadas de atuação no Brasil** e que não há irregularidades apontadas pela Controladoria-Geral da União nos contratos firmados.