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Ministro do STF prorroga CPMI do INSS: Foco em testemunhas e novas convocadas após decisões judiciais

março 25, 2026

STF autoriza prorrogação da CPMI do INSS e muda foco das investigações

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a prorrogação das atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS. A decisão, que ainda será submetida ao Plenário da corte para análise final nesta quinta-feira (26), impacta diretamente o andamento dos trabalhos investigativos sobre fraudes previdenciárias.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já sinalizou que a comissão deverá ter seus trabalhos estendidos por um período de 60 dias, com a possibilidade de ampliação para até 120 dias caso novas evidências surjam. Essa extensão visa aprofundar as apurações em curso.

Essa nova fase da CPMI do INSS surge em um contexto de decisões recentes do STF que concederam habeas corpus a alguns investigados, dispensando a obrigatoriedade de seus comparecimentos à comissão. Diante desse cenário, a estratégia agora se volta para a ouvir de testemunhas, consideradas fundamentais para o avanço das investigações.

Nova lista de convocados e busca por depoimentos cruciais

O senador Carlos Viana explicou que, em conjunto com o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), será definida uma nova lista de convocados. A prioridade será dada a testemunhas, uma vez que as decisões do STF têm dificultado a oitiva de investigados diretamente pela comissão. “Com o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), nós decidiremos uma nova lista de convocados, especialmente de testemunhas, porque já temos decisões do Supremo que nos impedem de trazer investigados,” afirmou Viana.

A comissão ainda busca reverter as decisões de habeas corpus que impediram o depoimento de investigados, e encaminhou questionamentos ao Supremo Tribunal Federal para tentar viabilizar essas oitivas. Entre os nomes que a CPMI pretende ouvir estão Martha Graeff, ex-noiva do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção. A expectativa é de que esses depoimentos tragam novas luzes sobre o caso.

Relatório robusto e propostas de aprimoramento do sistema previdenciário

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, informou que o relatório preliminar da comissão já soma cerca de 5 mil páginas e 228 indiciamentos. Ele ressaltou a importância da prorrogação para a elaboração de propostas legislativas que visem o aperfeiçoamento do sistema previdenciário brasileiro. “Vai muito além do relatório. A prorrogação vai ser muito importante porque nós estamos trabalhando na legislação, através de projetos de lei para buscar uma blindagem do sistema de previdência,” declarou Gaspar.

Gaspar também destacou que as investigações da CPMI do INSS revelaram uma significativa vulnerabilidade do Brasil a esquemas de lavagem de dinheiro. Ele enfatizou a necessidade de enfrentar esse problema com mudanças na legislação vigente, visando fortalecer os mecanismos de controle e prevenção contra crimes financeiros.

Documentos de Daniel Vorcaro e o futuro da investigação

Em relação aos documentos de Daniel Vorcaro que foram retirados da sala cofre da comissão por decisão de André Mendonça, Carlos Viana informou que já foi enviado um ofício ao ministro solicitando a devolução do material. A recuperação desses documentos é considerada crucial para a continuidade e o aprofundamento das investigações da CPMI do INSS, podendo trazer novas evidências importantes.

A prorrogação da CPMI do INSS, portanto, abre um novo capítulo nas investigações, com um foco renovado em testemunhas e na busca por esclarecimentos que possam fortalecer o sistema previdenciário e combater fraudes. A expectativa é que, com as estratégias ajustadas, a comissão possa concluir seus trabalhos de forma ainda mais eficaz.