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Lula Veta Mudança em Regras de Benefícios Sociais para Trabalhadores Safristas, Impactando Bolsa Família

junho 11, 2026

Lula veta projeto que mudava regras de concessão de benefícios sociais para trabalhadores safristas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a decisão de vetar integralmente um projeto de lei que visava garantir a continuidade de benefícios sociais para trabalhadores safristas. A medida, publicada no Diário Oficial da União, impede que trabalhadores temporários no campo percam auxílios como o Bolsa Família durante os períodos de contratação.

Os contratos de safra, uma modalidade comum na agricultura, definem a duração da jornada de trabalho com base nas atividades agrárias, desde o preparo do solo até a colheita. A intenção do projeto aprovado pelo Congresso era oferecer mais segurança e estabilidade a esses trabalhadores, permitindo que aceitassem empregos temporários sem o receio de perder o suporte financeiro essencial.

A proposta, que já havia passado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, previa que a renda obtida em contratos de safra não seria computada no cálculo da renda familiar para fins de concessão e manutenção de programas sociais. Além disso, assegurava o retorno ao Bolsa Família para famílias que voltassem a se enquadrar nos critérios de renda após o término do contrato de safra. Conforme informação divulgada pelo Congresso Nacional, o governo argumentou que o veto se deu pela inconstitucionalidade da proposta, pois ela criaria despesas obrigatórias sem a devida estimativa de impacto orçamentário e sem indicar a fonte de custeio.

O que muda com o veto presidencial

Com o veto integral, a situação dos trabalhadores safristas que dependem de benefícios sociais como o Bolsa Família permanece a mesma. A renda proveniente dos contratos de safra será considerada para o cálculo da renda familiar, o que pode levar à exclusão ou suspensão desses auxílios durante o período de trabalho temporário no campo.

Argumentos do governo para o veto

A justificativa oficial para o veto presidencial aponta para a falta de previsão de recursos e de impacto orçamentário. O governo alega que a proposta, ao criar despesas contínuas sem a devida fonte de custeio, violaria a Constituição Federal. Essa argumentação busca evitar a criação de obrigações financeiras para o Estado sem o planejamento adequado.

Próximos passos no Congresso Nacional

A decisão do presidente Lula agora será submetida à análise do Congresso Nacional, em uma sessão conjunta de deputados e senadores. Eles terão a prerrogativa de manter o veto presidencial ou de derrubá-lo. Caso o veto seja mantido, o projeto será arquivado. Se a decisão for a de derrubá-lo, o texto aprovado pelo Legislativo poderá ser promulgado, tornando-se lei.

Impacto na vida dos trabalhadores safristas

A manutenção do veto representa um revés para os trabalhadores safristas, que contavam com a aprovação do projeto para ter maior segurança financeira durante os períodos de safra. A possibilidade de perder benefícios essenciais como o Bolsa Família pode comprometer a subsistência de muitas famílias que dependem dessa renda complementar para sobreviver.