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Idosos Protegidos: Câmara Aprova Punição Severa Contra Tentativas Abusivas de Interdição e Fraudes Patrimoniais

julho 18, 2026

Comissão da Câmara aprova projeto que pune quem tentar interditar idosos de forma abusiva, protegendo patrimônio e autonomia.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo importante na proteção dos idosos ao aprovar um projeto de lei que estabelece sanções civis e penais para quem tentar interditar pessoas idosas de maneira abusiva ou fraudulenta.

O principal objetivo da proposta é impedir que familiares ou pessoas de confiança utilizem processos judiciais de interdição com o intuito de assumir o controle de bens e rendimentos de idosos que ainda possuem total capacidade de gerir suas vidas e finanças.

A medida, que agora segue para análise do Plenário da Câmara, busca garantir que a curatela seja de fato uma medida excepcional, destinada apenas a oferecer suporte àqueles que realmente necessitam de auxílio para a prática de atos da vida civil, conforme informações divulgadas pela Agência Câmara Notícias.

Sanções Civis e Penais Mais Rigorosas para Proteger os Idosos

O projeto aprovado pela CCJ define a tentativa de curatela por má-fé como motivo para a exclusão do herdeiro da sucessão, resultando na perda do direito à herança. Essa sanção civil visa desincentivar ações fraudulentas que visam o patrimônio do idoso.

Além da esfera civil, o texto altera o Estatuto da Pessoa Idosa para aumentar a punição em casos de apropriação ou desvio de bens. A pena para esse crime, que atualmente é de reclusão de um a quatro anos e multa, será aumentada de um terço até a metade se for praticado por meio da instauração de um processo de curatela abusiva ou fundamentado em motivos falsos.

Aperfeiçoamento Jurídico Contra Conflitos Patrimoniais

O relator do projeto, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), destacou a necessidade de garantir o caráter de medida excepcional para a curatela. Ele enfatizou que “o crescente número de conflitos patrimoniais envolvendo pessoas idosas evidencia a necessidade de aperfeiçoamento dos instrumentos de tutela jurídica destinados a prevenir o uso abusivo da curatela”.

Carreras ressaltou que utilizar a medida com finalidade patrimonial e sucessória “representa evidente desvio de finalidade e vulnera direitos fundamentais relacionados à liberdade, à autonomia privada, ao patrimônio e à dignidade da pessoa humana”.

Agilidade na Justiça para Evitar Benefícios a Herdeiros Mal-Intencionados

A proposta também busca atualizar termos legais e permitir que o juiz reconheça o dolo, ou seja, a intenção de enganar, de forma mais ágil durante o processo. O objetivo é evitar que a lentidão da Justiça beneficie herdeiros de má-fé, garantindo uma resposta mais rápida e eficaz para os casos de abuso.

Para que o projeto se torne lei, ele ainda precisa ser aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal. A iniciativa representa um avanço significativo na proteção dos direitos e da dignidade das pessoas idosas no Brasil.