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Hugo Motta acelera votação de novo regime para salvar ou liquidar bancos e debater MEI, chocolate e apps

março 17, 2026

Câmara dos Deputados prioriza votação de novo regime para resolução bancária e outras pautas importantes esta semana

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou nesta segunda-feira (16) uma agenda legislativa intensa para a semana, com destaque para a votação do Projeto de Lei Complementar 281/19. Este projeto, que estabelece um novo regime de resolução bancária, tem como objetivo principal garantir a estabilidade do sistema financeiro brasileiro em momentos de crise, definindo regras claras para intervir em instituições financeiras em dificuldades, seja para salvá-las ou para liquidá-las de forma organizada.

O texto, que também abrange o mercado de seguros, já conta com parecer favorável do relator, deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), apresentado na última sexta-feira. Lira destacou que o projeto busca trazer mais segurança ao sistema, criar mecanismos para prevenir fraudes e alinhar o Brasil a parâmetros internacionais, representando uma resposta da Câmara aos desafios econômicos atuais do país.

Além da resolução bancária, a pauta da semana inclui a votação de urgência para o projeto que amplia o limite de faturamento para microempreendedores individuais (MEI), o PLP 108/21. O presidente da Câmara ressaltou, no entanto, que a discussão do mérito desta proposta só ocorrerá após ampla discussão com todos os interessados, devido ao seu impacto fiscal. A expectativa é por um debate aprofundado que considere as diversas perspectivas envolvidas.

Novo regime para bancos busca estabilidade e segurança financeira

O Projeto de Lei Complementar 281/19, que deve ser votado nesta semana, é visto como um marco na regulamentação do setor financeiro. A proposta detalha os procedimentos para a intervenção em bancos que enfrentam instabilidade, permitindo que as autoridades competentes atuem de forma rápida e eficaz para proteger os depositantes e o sistema como um todo. A ideia é evitar que problemas em uma instituição se espalhem, causando um efeito dominó no mercado.

A nova lei visa criar um ambiente mais seguro para investidores e consumidores, ao mesmo tempo em que oferece ferramentas para a gestão de crises. A equipe econômica tem trabalhado em conjunto com a presidência da Câmara para refinar os detalhes do relatório, garantindo que o texto esteja alinhado com as melhores práticas globais e as necessidades específicas do Brasil. A aprovação deste projeto é aguardada com expectativa pelo mercado financeiro.

MEI, chocolate e trabalho por aplicativo também na pauta da Câmara

O presidente Arthur Lira também sinalizou que a votação da urgência para o Projeto de Lei Complementar 108/21, que trata do aumento do limite de faturamento para Microempreendedores Individuais (MEI), está prevista para esta semana. A proposta visa ampliar as oportunidades para pequenos empreendedores, permitindo que mais negócios se formalizem e cresçam. Contudo, Lira enfatizou a importância de um debate amplo antes da votação do mérito, dada a relevância fiscal da medida.

Outro tema relevante que deve entrar na pauta é o Projeto de Lei 1769/19, que estabelece percentuais mínimos de cacau em chocolates e seus derivados. O objetivo é garantir a qualidade dos produtos brasileiros e valorizar o cacau nacional, além de definir regras claras para a rotulagem e embalagem. Lira expressou o desejo de proteger o cacau brasileiro através de uma legislação moderna e eficaz.

Por fim, a regulamentação do trabalho por aplicativos também foi mencionada. Lira cobrou do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) a apresentação do parecer sobre o tema, indicando o desejo de votar uma proposta que ofereça garantias mínimas aos trabalhadores de aplicativos. A busca é por um equilíbrio que permita a flexibilidade do modelo de trabalho, ao mesmo tempo em que assegura proteção e direitos aos profissionais que atuam neste setor em crescimento, sem necessariamente impor o regime celetista tradicional.