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Escolas Terão Que Adaptar Sinais Sonoros Para Não Prejudicar Alunos Autistas, Decisão da CCJ Avança no Congresso

julho 17, 2026

Câmara aprova adaptação de sinais sonoros em escolas para alunos com autismo, garantindo inclusão sensorial

Uma importante decisão foi tomada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, que aprovou um projeto de lei que obriga escolas, tanto públicas quanto privadas, a substituírem seus sinais sonoros. O objetivo é evitar que os sons causem incômodos sensoriais em alunos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Essa medida inovadora visa criar um ambiente escolar mais acolhedor e acessível para estudantes com hipersensibilidade auditiva, uma característica comum em pessoas com autismo. A adaptação ocorrerá sempre que os pais ou responsáveis legais solicitarem a mudança, reforçando o direito à inclusão.

A proposta aprovada na CCJ adiciona essa nova obrigatoriedade à Lei Berenice Piana, que já é a lei principal que trata dos direitos das pessoas com TEA no Brasil, a Lei 12.764/12. Conforme informação divulgada pela Agência Câmara Notícias, o projeto tramitou em caráter conclusivo.

Adaptação sensorial é um passo crucial para a inclusão de alunos com TEA

O relator na comissão, deputado Alex Manente (Cidadania-SP), deu parecer favorável a um substitutivo apresentado pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Esse substitutivo ao Projeto de Lei 2093/22, de autoria do deputado José Nelto (União-GO), foca especificamente na **necessidade de adaptação dos sinais sonoros**.

A decisão de adaptar os sinais sonoros busca atender às especificidades sensoriais de alunos com TEA, que podem ter reações adversas a barulhos altos ou repentinos. A substituição por sons mais suaves ou por outros métodos de alerta, como sinais visuais, pode fazer uma **diferença significativa no bem-estar e no aprendizado** desses estudantes.

Próximos passos do projeto de lei e o impacto na comunidade escolar

Com a aprovação na CCJ, o projeto de lei agora segue para análise do Senado Federal. No entanto, ainda existe a possibilidade de a matéria ser levada para votação em Plenário na Câmara, caso haja apresentação de recurso. Essa etapa é fundamental para que a lei possa se tornar realidade em todo o país.

A expectativa é que a nova regra, uma vez sancionada, promova um **avanço significativo na inclusão de alunos com autismo** nas escolas brasileiras, garantindo que o ambiente educacional seja mais adaptado às suas necessidades sensoriais.

Lei Berenice Piana é reforçada com novas medidas de acessibilidade

A inclusão da obrigatoriedade da substituição de sinais sonoros na Lei Berenice Piana (Lei 12.764/12) demonstra o compromisso em ampliar os direitos e garantias das pessoas com TEA. A lei, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, continua a evoluir para melhor atender a essa parcela da população.

A iniciativa de adaptar os sinais sonoros é um exemplo prático de como a legislação pode se adequar para promover uma **educação mais inclusiva e equitativa**, reconhecendo e respeitando as diferenças de cada aluno.