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CPMI do INSS: Advogado Cecílio Galvão tem depoimento adiado e condução coercitiva mantida para quinta-feira (5)

março 3, 2026

CPMI do INSS adia depoimento de advogado e mantém condução coercitiva para quinta-feira (5)

O advogado Cecílio Galvão, que deveria depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (2), teve sua oitiva adiada para a próxima quinta-feira, dia 5. A decisão, comunicada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também confirmou a manutenção da condução coercitiva do depoente, previamente autorizada pela Justiça.

A condução coercitiva foi solicitada após a comissão registrar diversas tentativas de intimação sem que o advogado apresentasse resposta. O senador Carlos Viana destacou o que considera um “manifesto intuito protelatório” por parte do depoente, além de um desrespeito às prerrogativas da CPMI. Assim, a convocação e a condução coercitiva foram mantidas para a nova data.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), explicou que Galvão deve prestar esclarecimentos sobre supostos contratos milionários firmados com associações que estão sob investigação por desvios em benefícios previdenciários. A investigação visa apurar irregularidades que prejudicaram aposentados.

Pedido de dispensa negado e acesso a documentos liberado

No último domingo, o advogado Cecílio Galvão solicitou dispensa de seu depoimento, alegando sua condição de advogado. Ele também requereu acesso aos documentos da investigação que o mencionavam. A CPMI, no entanto, negou o pedido de dispensa, ressaltando que Galvão não foi convocado na qualidade de advogado, mas sim como investigado.

Em contrapartida, o pedido de acesso aos documentos da investigação foi atendido pela comissão. A expectativa é que, com esses materiais em mãos, o advogado possa colaborar de forma mais efetiva durante o depoimento marcado para quinta-feira (5). A condução coercitiva permanece como uma possibilidade caso ele não compareça voluntariamente.

Presidente da Dataprev também terá depoimento remarcado

Na mesma quinta-feira, dia 5, a CPMI do INSS pretende ouvir o presidente da Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção. O depoimento estava originalmente agendado para esta segunda-feira, mas foi adiado a pedido do próprio Assumpção.

O motivo alegado para o adiamento foi uma viagem internacional a compromissos na Índia. A remarcação para o dia 5 visa garantir a presença de Assumpção na comissão, permitindo que ele preste os devidos esclarecimentos sobre as atividades da Dataprev no contexto das investigações da CPMI do INSS.