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Comunicação ao Conselho Tutelar: Nova Regra para Profissionais de Saúde em Casos de Maus-Tratos Contra Crianças e Adolescentes é Aprovada

julho 29, 2026

CCJ aprova nova regra para comunicação de atendimentos de saúde ao Conselho Tutelar sobre crianças e adolescentes.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo importante na proteção de crianças e adolescentes ao aprovar um projeto de lei que estabelece critérios objetivos para a comunicação de atendimentos de saúde ao Conselho Tutelar.

A medida, aprovada no último dia 15 de julho, busca garantir que as notificações de casos envolvendo menores em situação de risco não dependam unicamente da interpretação subjetiva dos profissionais de saúde, mas sim de hipóteses claramente definidas.

As informações relacionadas a esses atendimentos, incluindo prontuários e fichas, deverão ser mantidas em sigilo, assegurando a privacidade dos envolvidos. Este avanço legislativo visa fortalecer a atuação do Conselho Tutelar na identificação e intervenção em situações de violência ou negligência, conforme divulgado pela Agência Câmara.

Mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

O texto aprovado propõe alterações significativas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, o ECA já prevê a obrigatoriedade de informar ao Conselho Tutelar qualquer suspeita ou confirmação de castigo físico, tratamento cruel ou degradante, e maus-tratos contra crianças e adolescentes.

Com a nova proposta, a intenção é **detalhar quais situações específicas configuram a necessidade de comunicação**, tornando o processo mais transparente e eficaz. A redação aprovada segue a versão da Comissão de Saúde para o Projeto de Lei 4325/25, da deputada Laura Carneiro.

Tramitação do Projeto de Lei

Por ter sido analisado em caráter conclusivo na CCJ, o projeto de lei agora tem a possibilidade de seguir para o Senado Federal. No entanto, caso haja recurso, a proposta pode ser submetida à análise do Plenário da Câmara dos Deputados antes de avançar.

Para que a matéria se torne lei, é fundamental que a versão final do texto seja **aprovada por ambas as Casas do Congresso Nacional**. O relator na CCJ, deputado Ricardo Ayres, realizou um ajuste na redação do projeto, aprimorando o texto.

Sigilo e Proteção de Dados

Um ponto crucial do projeto aprovado é a garantia de que todas as informações transmitidas às autoridades, bem como os prontuários e fichas de atendimento, sejam mantidas em **total sigilo**. Essa salvaguarda é essencial para proteger a identidade e a privacidade de crianças, adolescentes e suas famílias.

A intenção é assegurar que a notificação de casos de maus-tratos seja realizada de forma responsável, sem expor indevidamente os envolvidos, ao mesmo tempo em que se garante a devida proteção e intervenção por parte do Conselho Tutelar.

Próximos Passos e Impacto na Proteção Infantil

A aprovação na CCJ representa um avanço na busca por mecanismos mais eficientes de proteção à infância e adolescência no Brasil. A clareza nas hipóteses de comunicação ao Conselho Tutelar visa **minimizar falhas e agilizar a resposta em casos de violência e negligência**.

A expectativa é que, após a aprovação final, a nova regra contribua efetivamente para a **prevenção e o combate aos maus-tratos**, fortalecendo o sistema de garantia de direitos das crianças e adolescentes em todo o país.