Skip to content

Comissão na Câmara Discute Urgência da Política de Prevenção ao Suicídio e Automutilação em Jovens no Brasil

abril 2, 2026

Comissão na Câmara Discute Urgência da Política de Prevenção ao Suicídio e Automutilação em Jovens no Brasil

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública nesta terça-feira (7) para debater os desafios na implementação da Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. A discussão é motivada pela necessidade de avaliar a efetividade das ações previstas na Lei 13.819/19.

A deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), proponente do debate, ressalta a importância de analisar a execução da lei, que abrange medidas de prevenção e a notificação sigilosa de casos por serviços de saúde e escolas. A iniciativa busca entender os obstáculos e identificar caminhos para fortalecer as estratégias de enfrentamento.

O encontro, agendado para as 16 horas, é fundamental diante do preocupante aumento nas taxas de suicídio e automutilação no país. Os dados revelam uma tendência alarmante, especialmente entre a população jovem, exigindo atenção e ações concretas.

Aumento Preocupante de Suicídio e Automutilação Entre Jovens

Entre 2011 e 2022, o Brasil registrou um aumento de 3,7% nas taxas de suicídio e um expressivo crescimento de 21% nos casos de automutilação. Os números mais alarmantes foram observados na faixa etária de 10 a 24 anos, um período crítico no desenvolvimento e na vida dos indivíduos.

Esses dados, que reforçam a urgência do debate, são um alerta para a necessidade de intensificar os esforços de prevenção. A deputada Rogéria Santos enfatiza que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez casos de suicídio poderiam ser evitados, o que demonstra o potencial de intervenção e cuidado.

Desafios na Identificação e Prevenção

A dificuldade em identificar e abordar essas questões é um dos pontos centrais da discussão. A deputada Rogéria Santos aponta que mapear essas tragédias não é uma tarefa fácil, pois muitas vezes os próprios familiares têm dificuldade em acreditar ou aceitar que um ente querido atentou contra a própria vida.

Essa negação ou falta de percepção dificulta a busca por ajuda e a implementação de medidas preventivas. Por isso, a prevenção e o enfrentamento do suicídio e da automutilação são considerados imprescindíveis pelas autoridades e especialistas da área.

A Lei 13.819/19 e a Necessidade de Efetividade

A Lei 13.819/19 estabeleceu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio com o objetivo de criar um arcabouço legal para lidar com o problema. No entanto, a audiência pública busca justamente verificar se as ações previstas estão sendo efetivamente implementadas e se estão alcançando os resultados esperados.

A discussão na Câmara dos Deputados é um passo importante para garantir que a política de prevenção ao suicídio e à automutilação seja não apenas um marco legal, mas uma realidade que salva vidas, especialmente entre os jovens brasileiros que mais sofrem com esses índices crescentes.