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Câmara aprova ações contra adultização infantil: entenda o que muda e os próximos passos para proteger crianças e adolescentes

julho 11, 2026

Comissão de Educação da Câmara aprova projeto para combater a adultização infantil com foco em conscientização

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados deu um passo importante na proteção de crianças e adolescentes ao aprovar um projeto de lei que visa combater a adultização infantil. A proposta, que agora segue para outras comissões, determina que o poder público, escolas, famílias e a sociedade realizem ações de conscientização sobre o tema.

O texto aprovado é um substitutivo ao projeto original e buscou um caminho mais educativo e menos impositivo. A mudança de foco visa garantir que a proteção da infância e adolescência seja tratada através de diretrizes claras e acessíveis a todos os envolvidos, promovendo um debate mais amplo e eficaz.

A iniciativa surge em um momento em que discussões sobre os direitos e a proteção de crianças e adolescentes ganham cada vez mais espaço, e a adultização infantil tem sido apontada como uma preocupação crescente. Conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados, o projeto agora busca envolver toda a sociedade na conscientização sobre o assunto.

Mudanças no Projeto de Lei: O que foi alterado?

O substitutivo apresentado pelo relator, deputado Dagoberto Nogueira (PP-MS), promoveu alterações significativas em relação ao texto inicial. Foram retiradas do projeto original a definição legal de adultização, a obrigatoriedade de inclusão do tema nos regimentos escolares e projetos pedagógicos, a possibilidade de denúncias ao Conselho Tutelar e a responsabilização de gestores escolares. O foco agora é em ações educativas.

Justificativa para as Mudanças: Autonomia e Clareza

Dagoberto Nogueira explicou que a retirada da definição legal de adultização se deu pela sua natureza subjetiva, que poderia gerar diferentes interpretações. Ele defendeu que o tratamento legislativo deve priorizar diretrizes educativas e ações de conscientização, evitando obrigações excessivamente específicas que poderiam engessar a aplicação da lei.

O relator também ressaltou a importância de respeitar a autonomia das escolas na definição de suas linhas pedagógicas. Segundo Nogueira, embora seja desejável que as escolas promovam a conscientização, a escolha dos conteúdos pedagógicos deve estar alinhada aos princípios que regem a educação nacional, garantindo flexibilidade e adequação às realidades de cada instituição de ensino.

Próximos Passos da Proposta

A proposta, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), agora será analisada por outras duas comissões: a de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e a de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que o projeto se torne lei, ele ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em caráter conclusivo nas comissões subsequentes.