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Asfixia Financeira e Bloqueio de Celulares: Ministro da Justiça Detalha Plano de Combate ao Crime Organizado no Brasil

junho 10, 2026

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, detalha estratégias focadas em cortar recursos e comunicação de criminosos.

O combate ao crime organizado no Brasil ganha novas frentes com as prioridades anunciadas pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva. Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro destacou a importância de sufocar financeiramente as facções e impedir a comunicação através de celulares nas prisões como pilares centrais da nova política de segurança.

Essas medidas, segundo o ministro, visam atacar diretamente a estrutura e o poder de ação de grupos criminosos que atuam em todo o país. A proposta do governo federal se baseia em quatro eixos principais, que foram apresentados para debate e aprovação dos parlamentares.

A apresentação ocorreu a convite dos deputados Gustavo Gayer e Delegado Paulo Bilynskyj, ambos do PL de São Paulo. O ministro enfatizou que o objetivo é **modernizar a atuação do Estado contra a criminalidade**, com foco em resultados concretos e na proteção da sociedade. Conforme informação divulgada pela Agência Câmara Notícias, Lima e Silva detalhou as ações.

Asfixia Financeira e Presídios de Segurança Máxima como Foco Principal

Um dos eixos centrais da estratégia é a **asfixia financeira das organizações criminosas**. Para isso, o governo federal pretende integrar inteligência financeira e fiscal para rastrear e bloquear os recursos que sustentam essas facções. O objetivo é tornar a atividade criminosa menos lucrativa e, consequentemente, menos atrativa.

Paralelamente, a modernização do sistema penitenciário é vista como crucial. A meta é elevar 138 presídios estaduais ao padrão de **segurança máxima**. Isso inclui a implementação de tecnologias e protocolos rigorosos para **cortar comunicações de líderes de facções**, impedindo que continuem a comandar atividades ilícitas de dentro da prisão.

Aumento na Solução de Homicídios e Combate ao Tráfico de Armas

Outra prioridade destacada pelo ministro é o aumento da **taxa de elucidação de homicídios**. A proposta envolve o reforço de perícias, a ampliação de bancos de dados de DNA e o aprimoramento de exames balísticos. A ideia é **aumentar significativamente a solução de mortes violentas** que estão vinculadas a organizações criminosas, levando mais criminosos à justiça.

O **combate sistemático ao tráfico de armas ilícitas** completa o quarteto de prioridades. O plano inclui ampliar o controle e a rastreabilidade nas fronteiras do país, um ponto vital para impedir a entrada de armamentos. Além disso, o governo pretende enfrentar novas ameaças tecnológicas, como a produção e o uso de **armas impressas em 3D**, que representam um desafio crescente para a segurança pública.

Debate Parlamentar e Defesa da Autonomia das Forças de Segurança

Durante a audiência, o deputado Delegado Paulo Bilynskyj questionou o ministro sobre ações da Polícia Federal e sobre a abordagem a um cidadão em Presidente Prudente, que exibia uma faixa crítica ao presidente. Lima e Silva defendeu a **legalidade e autonomia das ações da PF**, assegurando que a operação em São Paulo visava apurar um fato com aparência de crime, sem intenção de censura.

O ministro explicou que os policiais apenas fizeram um apelo para que não ocorressem excessos na manifestação. Ao ser reafirmada a posição de livre manifestação pelo cidadão, a atividade policial foi encerrada. Sobre a atuação de autoridades brasileiras no exterior, Lima e Silva afirmou que houve diálogo informal e que a decisão de prisão foi tomada exclusivamente pelas autoridades americanas, sem indicar necessidade de punição para os agentes brasileiros.

Regulação do Ambiente Digital e Combate a Crimes Virtuais

A deputada Maria Rosas trouxe à tona a questão do papel das plataformas digitais na construção de um ambiente online mais seguro. O ministro Wellington Lima e Silva explicou que o decreto do governo para regular o uso da internet e combater crimes digitais foi motivado por decisões do STF e pela urgência em conter a explosão de crimes virtuais. Ele citou como exemplo a participação de mais de um milhão de usuários do Telegram no Brasil em grupos ligados à troca de imagens de abuso sexual infantil em 2024.

Lima e Silva defendeu o ato como uma medida rápida e necessária diante do clamor social por providências. Ele reiterou que o governo não tem a intenção de avançar sobre a competência do Congresso Nacional, mas sim de agir de forma célere para **proteger os cidadãos contra ameaças digitais e crimes cibernéticos**.