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Militar que cometer estupro de vulnerável com lesão grave terá pena aumentada para até 20 anos de reclusão

março 5, 2026

Câmara dos Deputados avança na punição de estupro de vulnerável cometido por militares com lesão grave

Um projeto de lei que aumenta a pena para militares que cometam estupro de vulnerável, quando o ato resultar em lesão corporal grave, foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. A proposta visa equiparar a punição prevista no Código Penal Militar àquela já estabelecida no Código Penal comum.

A medida, que agora segue para análise em outras comissões, busca **fortalecer a confiança nas instituições militares** e evitar interpretações judiciais conflitantes. A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), autora do projeto, ressaltou a necessidade de **eliminar a incoerência** entre os dois sistemas penais.

O relator, deputado Claudio Cajado (PP-BA), defendeu a aprovação, argumentando que condutas de extrema gravidade não devem receber reprimenda mais branda no âmbito militar. A proposta, se aprovada em todas as instâncias, pode gerar um **impacto significativo na justiça militar**, garantindo maior rigor em casos de crimes hediondos.

Aumento da pena e equiparação com o Código Penal comum

O Projeto de Lei 4295/25 prevê que a pena de reclusão para o crime de estupro de vulnerável cometido por militar, com resultado de lesão corporal de natureza grave, será de 10 a 20 anos. Atualmente, o Código Penal Militar prevê uma pena de 8 a 15 anos para casos semelhantes.

A deputada Laura Carneiro explicou que o objetivo é **evitar a insegurança jurídica** gerada por diferentes entendimentos judiciais. O Supremo Tribunal Federal (STF) já analisa a disparidade entre as penas dos dois códigos, o que reforça a urgência da matéria.

Fortalecimento da integridade militar e confiança pública

Segundo o relator, deputado Claudio Cajado, a aprovação do projeto é fundamental para **reforçar a confiança interna e externa na integridade das corporações militares**. Ele enfatizou que, em um ambiente onde a hierarquia e a disciplina são pilares essenciais, não se pode tolerar que crimes graves sejam punidos de forma menos severa do que no sistema penal civil.

A equiparação da pena busca garantir que a justiça seja aplicada de maneira uniforme, independentemente de o agressor ser um militar ou um civil. Isso é visto como um passo importante para a **reparação de danos e a proteção das vítimas**, especialmente os vulneráveis.

Próximos passos no Congresso Nacional

Após a aprovação na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, o Projeto de Lei 4295/25 será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, o texto seguirá para votação em Plenário na Câmara dos Deputados.

Para que o projeto se torne lei, ele precisará ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal. A expectativa é de que o debate sobre a matéria ganhe força, considerando a relevância do tema para a segurança pública e a justiça no país.