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Cães e Gatos Atendidos com Verba Federal Terão Registro Obrigatório em Cadastro Nacional de Animais

agosto 18, 2026

Comissão da Câmara aprova obrigatoriedade de registro de animais atendidos com recursos federais na plataforma SinPatinhas.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados deu um passo importante para a transparência e o controle de políticas públicas voltadas para animais. Foi aprovado o Projeto de Lei 5998/25, que estabelece a obrigatoriedade do registro de informações sobre animais atendidos com recursos públicos federais no Cadastro Nacional de Animais Domésticos.

Essa medida visa centralizar dados e permitir um acompanhamento mais eficaz dos investimentos feitos em prol da saúde e bem-estar animal em todo o país. A iniciativa é vista como um fortalecimento do sistema nacional já existente, que hoje opera através de uma plataforma digital gratuita e acessível a todos.

O objetivo principal é garantir que os recursos federais destinados a programas de proteção, manejo populacional, atendimento veterinário e bem-estar de animais domésticos sejam devidamente rastreados e que os resultados dessas ações sejam documentados. A proposta segue agora para análise em outra comissão antes de ir ao plenário, conforme informação divulgada pela Agência Câmara.

SinPatinhas: A Plataforma Centralizadora de Informações Animais

O Cadastro Nacional de Animais Domésticos, criado em 2024 pela Lei 15.046/24, é a espinha dorsal desta nova regulamentação. A plataforma, conhecida como **SinPatinhas**, é uma iniciativa do governo federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e já funciona como um banco de dados público e gratuito. Atualmente, o SinPatinhas foca no registro de cães e gatos, coletando dados essenciais como identificação, raça, idade, histórico de vacinação, doenças preexistentes e informações sobre microchipagem.

Quem Será Abrangido pela Nova Regra?

A obrigatoriedade do registro se estende a todos os municípios e a pessoas jurídicas, sejam elas públicas ou privadas, que recebam verbas federais destinadas a ações relacionadas à proteção animal. Isso inclui desde campanhas de vacinação e castração até atendimentos veterinários emergenciais e programas de adoção responsável. A medida busca assegurar que o uso de dinheiro público em prol dos animais seja transparente e efetivo.

Alterações e Fortalecimento do Sistema Nacional

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), ao projeto original da deputada Ana Paula Lima (PT-SC). A principal alteração proposta pelo relator foi a de **integrar os novos registros à plataforma SinPatinhas já existente**, em vez de criar um banco de dados paralelo. Essa decisão visa evitar a duplicação de esforços e custos, além de facilitar o monitoramento das políticas públicas implementadas. O deputado Leonardo Monteiro destacou em seu parecer que a proposta “fortalece o sistema nacional já instituído” e que os procedimentos detalhados poderão ser definidos por regulamento futuro.

Registro como Requisito para Recursos Federais

Uma das implicações importantes do projeto é que o **registro das informações poderá se tornar um requisito obrigatório para a liberação de contratos que envolvam recursos federais** destinados a projetos com animais. Isso cria um incentivo adicional para que órgãos e entidades cumpram a nova determinação. Todas as informações coletadas deverão seguir rigorosamente as leis de proteção de dados pessoais, garantindo a privacidade dos tutores e a transparência pública, conforme estabelecido pelas normativas vigentes.

Próximos Passos da Proposta Legislativa

O Projeto de Lei 5998/25 agora segue em caráter conclusivo e será encaminhado para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado por esta comissão, o projeto precisará ainda ser votado pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal para que possa se tornar lei e entrar em vigor em todo o território nacional. A expectativa é que a nova regra traga mais controle e eficiência para as políticas de bem-estar animal financiadas com dinheiro público.