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CPMI do INSS: Presidente da Dataprev e ex-aliada do “Careca do INSS” são ouvidos sobre desvios milionários de aposentadorias

março 2, 2026

CPMI do INSS ouve nesta segunda-feira presidente da Dataprev e outros envolvidos em esquema de fraudes em aposentadorias

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS intensifica suas investigações nesta segunda-feira (2) com a oitiva do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção. A estatal é suspeita de ter falhas que podem ter favorecido fraudes, conforme apontado pelo senador Carlos Viana, presidente da CPMI.

Além do presidente da Dataprev, a comissão também ouvirá Aline Barbara Mota de Sá Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o advogado Cecílio Galvão. O objetivo é esclarecer a dinâmica de empresas ligadas ao “Careca do INSS” e supostos contratos milionários com associações investigadas.

A Polícia Federal estima que o esquema de desvio de verbas de aposentados e pensionistas tenha alcançado a marca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. As oitivas desta segunda-feira são consideradas cruciais para desvendar a extensão e os mecanismos das fraudes. As informações são da Agência Senado.

Suspeitas de falhas na Dataprev sob escrutínio

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou a importância da participação de Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção. Ele ressaltou que existem indícios de falhas na Dataprev, empresa responsável pelo processamento de dados da Previdência Social, que podem ter contribuído para a ocorrência de fraudes. A análise dessas falhas é um dos focos da investigação, conforme o Requerimento 440/25.

Advogado e ex-secretária explicam contratos e esquemas fraudulentos

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), busca esclarecimentos do advogado Cecílio Galvão sobre supostos contratos milionários firmados com associações que estão sob investigação por envolvimento nos desvios. Essa linha de investigação, documentada no Requerimento 2787/25, visa entender o papel de intermediários financeiros no esquema.

Paralelamente, Aline Barbara Mota de Sá Cabral, ex-assessora de “Careca do INSS”, foi convocada para detalhar a dinâmica das empresas utilizadas pelo empresário investigado. O Requerimento 1955/25, de autoria do relator, busca compreender como associações e sindicatos, em conluio com servidores públicos, realizavam descontos indevidos nas aposentadorias para repassar os valores aos fraudadores.

“Careca do INSS” e o esquema de desvio de R$ 6,3 bilhões

Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é apontado como o articulador de um esquema que envolveu a manipulação de associações e sindicatos para efetuar descontos não autorizados nas aposentadorias e pensões. A Polícia Federal estima que, somente entre 2019 e 2024, pelo menos R$ 6,3 bilhões foram desviados de beneficiários do INSS. A CPI busca aprofundar o entendimento sobre como essas fraudes foram operacionalizadas e quem foram os principais beneficiados.