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Projeto de Lei Cria Sistema Nacional para Crianças Órfãs: Um Raio de Esperança para Meninos e Meninas que Perderam os Pais

outubro 19, 2026

Projeto de Lei Busca Unificar Cadastro e Garantir Direitos de Crianças e Adolescentes Órfãos em Todo o Brasil

Um novo projeto de lei, o PL 3153/26, está em debate no Congresso Nacional com o objetivo de criar um sistema nacional para registrar e acompanhar crianças e adolescentes que perderam um ou ambos os pais. A iniciativa visa reunir informações essenciais, monitorar a situação desses jovens e integrar políticas públicas voltadas para a sua proteção integral.

A proposta surge como uma resposta à necessidade de um atendimento mais ágil e eficiente para essa parcela vulnerável da população. A falta de um cadastro unificado tem sido apontada como um obstáculo para a rápida identificação e o suporte necessário a crianças e adolescentes em situação de orfandade.

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), autora do projeto, destaca a importância da proposta para garantir a prioridade constitucional de proteção à infância. Segundo ela, saber quem são, onde estão e do que necessitam esses jovens é fundamental para que a rede pública possa atuar de forma integrada e eficaz no momento em que a orfandade é identificada. Conforme informação divulgada pela Agência Câmara, o texto busca dar mais efetividade a essas ações.

Sisorf: Um Olhar Detalhado Sobre a Situação dos Jovens Órfãos

O sistema proposto, denominado Sistema Nacional de Informações sobre Crianças e Adolescentes em Situação de Orfandade (Sisorf), terá como um de seus principais objetivos **mapear o número e o perfil de crianças e adolescentes em situação de orfandade em todo o país**. Essa base de dados permitirá uma compreensão mais aprofundada da realidade enfrentada por esses jovens.

Além do mapeamento, o Sisorf buscará **apoiar a criação, execução e avaliação de políticas públicas** que envolvam diversas áreas do governo. A intenção é que o sistema sirva como ferramenta para planejar ações mais assertivas e eficazes.

Outro ponto crucial é a garantia de **acesso prioritário a serviços essenciais**, como saúde, educação e assistência social, além de direitos previdenciários. O cadastro reunirá informações detalhadas sobre a identificação dos jovens, a situação socioeconômica familiar, a guarda ou acolhimento, o acesso a benefícios assistenciais e o desempenho escolar.

Integração de Órgãos e Acesso a Benefícios

Para que o Sisorf funcione plenamente, a colaboração de diversos órgãos será fundamental. Hospitais, conselhos tutelares, unidades de assistência social, varas da infância e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão a responsabilidade de **alimentar o cadastro com as informações necessárias**. Essa integração é vista como essencial para a efetividade do sistema.

As informações coletadas poderão ser utilizadas para garantir **prioridade no acesso a vagas em creches e escolas**, bem como a programas sociais. Adicionalmente, o sistema poderá auxiliar no **acompanhamento psicossocial das crianças e dos adolescentes**, oferecendo suporte contínuo e individualizado.

A deputada Laura Carneiro reforça que a falta de um cadastro unificado dificulta o atendimento rápido e eficaz. Com o Sisorf, a expectativa é que a **rede pública atue de forma integrada** assim que a situação de orfandade for identificada, assegurando o direito à proteção integral.

Próximos Passos para a Criação do Sistema

O Projeto de Lei 3153/26 agora seguirá para análise, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado por essas instâncias, o texto precisará ainda ser votado e aprovado pela Câmara e pelo Senado para que possa se tornar lei e, assim, instituir o Sisorf em todo o território nacional.