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Obras Públicas Ganham Novo Destino: Comissão Aprova Criação de Banco Nacional de Materiais Excedentes para Combater Desperdício

agosto 20, 2026

Projeto de Lei 5091/25 Avança na Câmara para Criar Banco Nacional de Materiais Excedentes de Obras Públicas

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados deu um passo importante na luta contra o desperdício de recursos públicos. Foi aprovado o Projeto de Lei 5091/25, que propõe a criação de um **Banco Nacional de Materiais Excedentes de Obras Públicas**. A iniciativa busca organizar e destinar de forma eficiente os materiais que sobram em construções e serviços do setor público em todo o país.

A proposta, apresentada pelo deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), visa modificar a Lei de Licitações e Contratos Administrativos. A ideia é tornar obrigatória a inclusão de cláusulas em editais e contratos que garantam a separação, identificação e registro dos materiais que ainda estão em condições de uso. Estes insumos poderão então ser direcionados para um banco nacional.

O objetivo principal é promover a **racionalização do uso de recursos públicos**, evitando o desperdício de materiais e adequando as contratações governamentais a práticas mais sustentáveis e eficientes ambientalmente. Conforme informação divulgada pela Agência Câmara, estudos indicam que entre 10% e 30% de todo o material comprado para obras públicas é descartado, representando uma perda significativa de investimentos.

Materiais Excedentes Terão Nova Vida em Outras Obras ou Projetos Sociais

Os materiais que forem considerados reaproveitáveis terão diferentes destinos. Eles poderão ser utilizados em outras obras ou serviços públicos, garantindo que o investimento inicial não seja perdido. Outra possibilidade é que sejam destinados a programas sociais, iniciativas de interesse público ou até mesmo a entidades privadas sem fins lucrativos, ampliando o alcance social da medida.

Combate ao Desperdício é Chave para Eficiência e Sustentabilidade

O relator da proposta, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), destacou a importância da medida. Ele ressaltou que a criação de um sistema nacional para registro e destinação desses materiais é uma condição técnica mínima para que o setor público cumpra a lei ambiental de forma mais inteligente e otimizada. A legislação atual já prevê normas para a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos gerados em obras, mas a nova lei aprimora esse controle.

Próximos Passos do Projeto de Lei na Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 5091/25 agora segue para análise de outras comissões da Câmara. Ele passará pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Caso seja aprovado por todas elas, o texto precisará ainda ser votado pelo Senado Federal para que possa se tornar lei.

A expectativa é que a criação deste banco nacional de materiais excedentes represente um avanço significativo na gestão pública, promovendo economia, sustentabilidade e maior eficiência na aplicação dos recursos públicos em todo o Brasil.