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Jovens Empreendedores em Cidades Pobres: Projeto de Lei Propõe Isenção de Impostos Federais para Impulsionar o Negócio Próprio

agosto 14, 2026

Projeto de Lei busca incentivar o empreendedorismo juvenil em áreas de baixo desenvolvimento humano, concedendo isenção fiscal por três anos.

Uma nova proposta legislativa apresentada na Câmara dos Deputados promete dar um impulso significativo ao empreendedorismo entre os jovens brasileiros, especialmente aqueles que residem em regiões com menor desenvolvimento socioeconômico. O Projeto de Lei 2367/26, de autoria do deputado Silvio Antonio, visa criar o programa “Minha Empresa, Meu Futuro”.

O objetivo principal é oferecer uma alternativa concreta de prosperidade para a juventude em áreas historicamente negligenciadas. A proposta se concentra em municípios que apresentam um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) inferior à média nacional, buscando reverter cenários de vulnerabilidade econômica e social.

Caso aprovada, a lei concederá uma importante isenção de impostos federais para novas empresas abertas por jovens nessas localidades. Essa medida tem o potencial de reduzir barreiras de entrada e facilitar a consolidação desses negócios nos seus primeiros anos de operação. As informações são da Agência Câmara.

Benefício Fiscal para Novos Negócios

A iniciativa prevê que as empresas que se enquadrarem nas regras estabelecidas ficarão isentas de tributos federais cruciais durante os primeiros três anos de funcionamento. Isso inclui a dispensa do pagamento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Além disso, as novas empresas também não precisarão recolher as contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) nesse período inicial. Essa desoneração fiscal representa um alívio financeiro considerável, permitindo que os jovens empreendedores concentrem seus esforços e recursos no crescimento e na sustentabilidade de seus empreendimentos.

Critérios para Acesso ao Programa

Para que uma empresa possa usufruir dos benefícios do programa “Minha Empresa, Meu Futuro”, alguns requisitos precisam ser cumpridos. O principal deles é que a empresa tenha como proprietário ou sócio majoritário um jovem com idade entre 18 e 29 anos. A sede e a operação principal do negócio também devem estar localizadas em um município com IDH-M abaixo da média nacional.

Adicionalmente, a empresa deve estar devidamente regularizada perante os órgãos competentes e comprovar a geração de, no mínimo, um posto de trabalho direto, além da vaga ocupada pelo próprio sócio-titular. Essas exigências buscam garantir que o programa fomente não apenas o empreendedorismo, mas também a criação de empregos formais nas regiões beneficiadas.

Contexto e Justificativa da Proposta

O deputado Silvio Antonio, autor do projeto, ressalta a urgência em oferecer alternativas de prosperidade para a juventude brasileira, especialmente em regiões como o interior do Maranhão. Ele cita dados do IBGE que indicam que, no estado, 43% dos jovens entre 18 e 29 anos vivem em domicílios com renda per capita de até meio salário mínimo, e a taxa de formalização de jovens empreendedores é de apenas 12%.

Esses números evidenciam a disparidade e a necessidade de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento local e a inclusão produtiva dos jovens. O “Minha Empresa, Meu Futuro” surge como uma ferramenta para combater o desemprego e a desigualdade, promovendo o desenvolvimento econômico e social a partir da base.

Próximos Passos da Tramitação

O Projeto de Lei 2367/26 está atualmente em análise na Câmara dos Deputados e tramita em caráter conclusivo. Isso significa que ele será avaliado por diversas comissões temáticas antes de seguir para votação. As comissões responsáveis pela análise incluem Desenvolvimento Econômico, Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que a proposta se torne lei, ela precisará ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal. A expectativa é que a iniciativa, ao focar no empreendedorismo juvenil em áreas carentes, possa gerar um impacto positivo duradouro no cenário socioeconômico do país.