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SUS terá capacitação obrigatória em saúde mental para equipes, com foco em atendimento humanizado e individualizado

agosto 14, 2026

Saúde mental no SUS: nova lei exige capacitação permanente das equipes para atendimento humanizado

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados deu um passo importante para aprimorar o atendimento em saúde mental no Brasil. Foi aprovado um projeto de lei que estabelece a capacitação permanente das equipes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo é garantir que todos os profissionais estejam preparados para lidar com as complexidades dos transtornos mentais, oferecendo um cuidado mais eficaz e empático. A nova determinação visa beneficiar diretamente os pacientes que buscam atendimento na rede pública.

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, agora segue para análise em outras comissões antes de poder se tornar lei. A expectativa é que a medida traga mais segurança jurídica e efetividade às políticas de saúde mental, conforme informado pela Agência Câmara.

Capacitação e respeito às individualidades garantidos por lei

O projeto, que é um substitutivo ao PL 5244/25, foca na obrigatoriedade da capacitação contínua das equipes do SUS. Isso significa que os profissionais de saúde mental deverão passar por treinamentos regulares para se manterem atualizados sobre as melhores práticas no atendimento a pessoas com transtornos mentais.

Além disso, o texto aprovado reforça a importância do atendimento com respeito às particularidades de cada paciente. Isso inclui considerar suas características sensoriais, cognitivas e emocionais, promovendo um cuidado mais personalizado e humanizado.

Mudanças visam evitar sobreposição de leis e clareza jurídica

O relator do projeto, deputado Geraldo Resende (União-MS), explicou que as alterações feitas no texto original foram pensadas para evitar a sobreposição com outras leis já existentes. A ideia é dar maior clareza e segurança jurídica à proposta.

A versão aprovada transfere para o Estatuto dos Direitos do Paciente a garantia de atenção personalizada em casos de saúde mental. Essa mudança, segundo o relator, torna a lei mais efetiva e evita conflitos com outras normativas já em vigor no país.

Projeto pode reduzir barreiras de comunicação e acesso

A nova legislação tem o potencial de reduzir dificuldades de acesso e comunicação enfrentadas por pessoas vulneráveis. Isso abrange indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual e outras condições que afetam o bem-estar psíquico.

Ao capacitar as equipes do SUS, o projeto busca criar um ambiente mais acolhedor e compreensivo para esses pacientes, facilitando a interação e o tratamento. A expectativa é que a medida contribua significativamente para a melhoria da qualidade de vida de milhares de brasileiros.

Próximos passos na Câmara e no Senado

O projeto de lei agora seguirá para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por tramitar em caráter conclusivo, após essas etapas, poderá ser votado diretamente no Senado, sem a necessidade de passar por outras instâncias na Câmara. Para se tornar lei, precisará ser aprovado por ambas as Casas do Congresso Nacional.