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Insanidade Mental em Crimes: CCJ Aprova Regras Mais Rígidas e Exige Peritos Oficiais para Avaliar Réus

julho 29, 2026

CCJ da Câmara aprova novas regras para declaração de insanidade mental de acusados por crimes

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo importante na última terça-feira, 15 de julho, ao aprovar o Projeto de Lei 6120/23. A proposta visa endurecer o processo de avaliação da insanidade mental de pessoas acusadas de cometer crimes, buscando garantir maior clareza e segurança jurídica.

O texto aprovado altera o Código de Processo Penal e estabelece que os laudos periciais sobre a condição mental do réu deverão ser elaborados por perito oficial. A preferência recai sobre profissionais com especialização em psiquiatria ou psicologia forense, áreas cruciais para a correta análise da capacidade de discernimento do indivumeno.

Esta decisão da CCJ, por ter caráter conclusivo, permite que o projeto siga diretamente para o Senado. No entanto, ainda existe a possibilidade de recurso para que a matéria seja analisada pelo Plenário da Câmara. Caso aprovada em sua versão final pelas duas Casas do Congresso Nacional, a proposta se tornará lei, impactando diretamente o sistema de justiça criminal.

Peritos Oficiais e Especialização em Foco

Um dos pontos centrais da nova legislação é a exigência de que o laudo sobre a insanidade mental seja emitido por um perito oficial. Isso significa que a avaliação deverá ser conduzida por profissionais vinculados ao Estado, o que, segundo defensores da proposta, pode trazer mais imparcialidade e padronização aos diagnósticos. A preferência por psiquiatras ou psicólogos forenses reforça a necessidade de conhecimento técnico e especializado.

Dúvidas e Assistência Técnica: Garantias para a Defesa

O projeto aprovado pela CCJ também prevê mecanismos para lidar com possíveis incertezas durante o processo pericial. O juiz terá a prerrogativa de convocar mais de um perito caso surja alguma dúvida sobre a especialização do profissional inicialmente designado. Além disso, a proposta garante que a defesa do acusado possa contar com um assistente técnico, um profissional de sua confiança para acompanhar e, se necessário, contestar os laudos apresentados.

Critérios Técnicos e Éticos na Avaliação

Para assegurar a qualidade e a isenção das perícias, o projeto determina que o perito responsável deverá seguir rigorosamente critérios técnicos, científicos e éticos. Fica proibida qualquer forma de influência externa que possa comprometer a imparcialidade do laudo. Por outro lado, o juiz, ao analisar o caso, deverá levar em consideração o histórico de transtornos mentais do acusado, caso exista, como um fator relevante para a decisão.

Oportunidade e Mérito da Proposta

O relator na CCJ, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), manifestou-se favoravelmente à aprovação do texto original, de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). Na sua avaliação, a proposta é oportuna, assertiva e meritória, respondendo a uma necessidade de aprimoramento do sistema processual penal brasileiro no que tange às avaliações de sanidade mental. A expectativa é que as novas regras contribuam para um julgamento mais justo e eficiente dos casos criminais.