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Projeto de Lei Revolucionário: Manequins Femininos em Treinamentos de Primeiros Socorros para Salvar Mais Vidas de Mulheres

julho 28, 2026

Manequins Femininos em Treinamentos de Primeiros Socorros: Um Passo Crucial para o Atendimento Igualitário

Um projeto de lei inovador está em tramitação na Câmara dos Deputados com o potencial de **revolucionar os treinamentos de primeiros socorros** em todo o país. A proposta, de autoria do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), visa garantir que os simuladores e manequins utilizados na administração pública federal representem tanto a anatomia masculina quanto a feminina.

O objetivo principal é **aprimorar o atendimento a mulheres em situações de emergência**, especialmente em casos de parada cardiorrespiratória. A iniciativa busca sanar uma lacuna histórica nos treinamentos, que frequentemente focam em modelos com características predominantemente masculinas, desconsiderando as especificidades anatômicas femininas.

A medida, que tramita sob o Projeto de Lei 916/26, determina que as futuras compras de equipamentos de treinamento **contemplem ambos os sexos**, permitindo o uso de acessórios que reproduzam as diferenças anatômicas. Além disso, os cursos deverão abordar as particularidades dos sintomas e a execução correta das manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e uso de desfibrilador externo automático (DEA) em cada gênero. Conforme divulgado, a falta de representatividade nos simuladores e o receio de socorristas em atender mulheres em público podem ter contribuído para um menor índice de sucesso em salvamentos desse público.

Especificidades Anatômicas e Técnicas Serão Abordadas

O projeto estabelece que as especificações técnicas para a aquisição de novos manequins e equipamentos de treinamento deverão obrigatoriamente incluir a representação da anatomia feminina. Isso significa que os cursos de suporte básico de vida, RCP e uso de DEA deverão ser adaptados para **ensinar as técnicas de forma adequada para ambos os sexos**.

A proposta detalha que os treinamentos deverão **abordar as especificidades dos sintomas** que podem se manifestar de forma diferente em homens e mulheres, além de ensinar a execução correta das manobras. Um ponto crucial é o posicionamento dos eletrodos do desfibrilador, que pode variar dependendo da anatomia.

Novas Regras Aplicáveis a Futuras Contratações

É importante ressaltar que o texto determina que as novas regras **não exigirão a substituição imediata de materiais já em uso**. A legislação se aplicará apenas às contratações realizadas após a sua vigência, garantindo uma transição gradual e sem custos emergenciais para os órgãos públicos.

O autor da proposta, deputado Nikolas Ferreira, enfatiza que o projeto visa **orientar as contratações federais a incluírem a anatomia dos diferentes sexos** e assegurar que as capacitações considerem as especificidades pertinentes. A intenção é **aumentar a eficácia do atendimento de emergência** para a população feminina.

Próximos Passos para a Aprovação do Projeto

A proposta agora seguirá para análise em caráteres conclusivos pelas comissões de Saúde, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada nessas instâncias, o texto ainda precisará ser votado e aprovado pelo Senado Federal para que possa se tornar lei.

A expectativa é que a nova legislação **promova um avanço significativo na qualidade do atendimento de primeiros socorros**, tornando-o mais inclusivo e eficaz para todas as pessoas, independentemente do gênero. A inclusão de manequins femininos nos treinamentos é vista como um passo fundamental para **reduzir disparidades e salvar mais vidas**.

A Importância do Treinamento Específico para Mulheres

A falta de representatividade nos materiais de treinamento pode gerar insegurança nos socorristas, que podem ter receio de realizar procedimentos em mulheres, especialmente em ambientes públicos. O projeto busca **combater essa insegurança e aumentar a confiança dos profissionais**.

Ao garantir que os treinamentos abordem as particularidades anatômicas e fisiológicas femininas, espera-se que os socorristas estejam mais preparados para identificar sinais e executar manobras de forma mais eficaz, **aumentando as chances de sobrevivência** em situações críticas.