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Deputados Reagem com Indignação à Ausência do Ministro Mauro Vieira em Audiência Crucial na Câmara, Levantam Suspeita de Crime de Responsabilidade

julho 16, 2026

Deputados Criticam Ausência do Ministro Mauro Vieira em Audiência na Câmara e Consideram Crime de Responsabilidade

A ausência do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma audiência pública previamente agendada na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (15), gerou forte indignação entre os parlamentares. O ministro havia sido convocado para debater temas relevantes, mas seu não comparecimento levanta a possibilidade de medidas mais drásticas.

Integrantes do colegiado já estudam a possibilidade de solicitar a abertura de um processo por crime de responsabilidade contra o chefe da diplomacia brasileira. A decisão de convocar o ministro partiu da própria comissão, que esperava um diálogo direto e esclarecedor sobre assuntos de interesse nacional e internacional.

O governo justificou a ausência de Mauro Vieira alegando uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e solicitou o adiamento da audiência para o período de 11 a 14 de agosto, aproveitando a semana de esforço concentrado na Câmara. No entanto, essa justificativa não convenceu a todos os deputados presentes. Conforme informação divulgada pela fonte, o deputado General Girão (PL-RN), 1º vice-presidente da comissão, ressaltou que, no momento da convocação, não havia compromissos registrados na agenda do ministro.

Notícia-Crime Enviada à PGR por Ausência “Ilegal”

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que também presidiu a sessão, foi o primeiro a tomar uma atitude mais incisiva. Ele decidiu enviar imediatamente uma notícia-crime contra o ministro Mauro Vieira para a Procuradoria-Geral da República. Van Hattem classificou a ausência como **injustificada e ilegal**, demonstrando profundo descontentamento.

“Por respeito ao regime democrático, ao Parlamento e à sociedade brasileira, esta Presidência decidiu manter a reunião, mesmo diante da injustificada e ilegal ausência do ministro Mauro Vieira, para que fiquem registrados, de forma clara e definitiva, os protestos deste colegiado e a gravidade institucional do que acaba de ocorrer”, declarou Van Hattem durante a sessão.

Versão do Governo e Diálogo com a Comissão

Em contrapartida, o deputado Alencar Santana (PT-SP) buscou amenizar os ânimos, defendendo que não há má vontade por parte do ministro Mauro Vieira em comparecer à comissão. Santana argumentou que o ministro já participou de outras audiências e que sua indisponibilidade nesta semana se deve a compromissos inadiáveis.

“O ministro se colocou à disposição da comissão, desde o primeiro momento, dialogando que não poderia essa semana, sugerindo na semana de agosto, quando haverá esforço concentrado aqui nesta Casa”, explicou Santana. Ele ainda destacou a importância do período sugerido, pois acredita que o quórum da comissão seria significativamente maior, possivelmente com a presença do presidente eleito.

Pauta Pendente: Organizações Criminosas e Ações Militares

Um dos pontos centrais que motivaram a convocação do ministro Mauro Vieira era uma resposta a um pedido de informações feito pelo deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES). O pedido buscava esclarecimentos sobre os impactos da decisão do governo dos Estados Unidos de classificar duas organizações criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Segundo relatos, na resposta enviada, o ministro teria mencionado a possibilidade de **ações militares dos Estados Unidos em território brasileiro**. Essa afirmação gerou críticas por parte de deputados da oposição, que consideraram a declaração exagerada e prejudicial às boas relações internacionais do Brasil.