
Secretário do Tesouro Nacional destaca forte recuperação econômica do Brasil após a crise da Covid-19, apontando para um crescimento anual médio de 3%.
O Brasil demonstra uma notável resiliência econômica após os impactos da pandemia de Covid-19. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, o país tem apresentado um desempenho positivo que contrasta com períodos anteriores.
Leal apresentou dados promissores durante sua participação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), detalhando os avanços e as projeções fiscais para os próximos anos. A performance atual reforça a capacidade de recuperação da economia brasileira.
As informações foram compartilhadas em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige a prestação de contas periódica do Executivo sobre as metas fiscais e a situação da dívida pública. Conforme detalhado pelo Tesouro Nacional, os números indicam um cenário encorajador.
Crescimento Econômico Impulsiona Recuperação
Daniel Leal ressaltou que o Brasil atingiu uma média de crescimento econômico de 3% ao ano, um avanço significativo em comparação com a média de 1,4% observada em períodos anteriores. Esse aumento expressivo é um dos principais indicadores da resiliência econômica do país.
O secretário enfatizou que esse ritmo de crescimento contribui para a recuperação pós-pandemia, mostrando que as estratégias econômicas adotadas estão gerando resultados concretos. O desempenho reflete uma economia mais dinâmica e robusta.
Metas Fiscais e Redução da Dívida Pública
Em relação às finanças públicas, Leal informou que as metas fiscais programadas para os próximos anos são suficientes para iniciar a redução da dívida pública a partir de 2029. Essa projeção é um passo importante para a consolidação fiscal do país.
O governo central registrou um superávit de R$ 9 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, com receitas de impostos superando as despesas primárias. Apesar de um déficit de R$ 6,5 bilhões por parte das empresas estatais, a meta anual de superávit de R$ 34,3 bilhões permanece como um objetivo a ser alcançado.
Juros Altos Impactam Dívida Líquida
Apesar dos avanços, o cenário de juros altos tem impactado a dívida líquida do país. O indicador subiu de 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2025 para 66,8% em março de 2026, conforme apresentado pelo Tesouro Nacional.
O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE) comentou que os juros elevados tornam a manutenção das reservas em dólar do Brasil mais custosa, uma vez que o rendimento dessas reservas é inferior ao custo da dívida interna. Ele mencionou que, segundo o FMI, o Brasil deveria ter no máximo 240 bilhões de dólares em reserva cambial, enquanto o país detém atualmente 367 bilhões de dólares.