Skip to content

Produtoras Rurais Terão Documentos Familiares Validados para Aposentadoria; Mudança na Previdência Social é Aprovada

junho 19, 2026

Mulheres no Campo Ganham Força na Comprovação de Trabalho Rural para Aposentadoria

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deu um passo importante para a garantia de direitos das trabalhadoras rurais. Um projeto de lei foi aprovado, permitindo que elas utilizem documentos de familiares, como pais, cônjuges ou companheiros, para comprovar sua atuação no campo e, consequentemente, ter acesso à aposentadoria.

Essa medida visa flexibilizar as regras atuais de concessão de benefícios previdenciários, que muitas vezes dificultavam a comprovação do trabalho feminino. A proposta altera leis fundamentais da Previdência Social, como a Lei 8.212/91 e a Lei 8.213/91, buscando um reconhecimento mais justo da mulher como produtora principal ou coprodutora rural.

A iniciativa é um avanço significativo, pois combate a invalidação do registro de segurada especial sob a alegação de que seu trabalho era meramente auxiliar. Essa mudança reconhece a **real contribuição das mulheres na produção agrícola e pecuária**, muitas vezes invisibilizada pelas normas vigentes. A reportagem de Emanuelle Brasil e a edição de Geórgia Moraes destacam a importância dessa aprovação.

Flexibilização das Regras de Comprovação de Trabalho

O texto aprovado, que teve como relatora a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), acolheu um substitutivo da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família. A proposta original é do Projeto de Lei 4226/25, de autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE). A relatora ressaltou que, nos costumes do campo, é comum que documentos como notas fiscais, cadastros de produtores e registros de imóveis estejam em nome dos homens da família.

Isso, historicamente, criava uma barreira intransponível para que as mulheres reunissem a documentação necessária para comprovar seu trabalho autônomo ou em parceria. A deputada Carneiro enfatizou que a alteração no substitutivo é crucial para **reconhecer o papel ativo e fundamental desempenhado pela trabalhadora rural**, que não deve ser vista apenas como auxiliar.

Reconhecimento da Atividade Não Auxiliar

A deputada Laura Carneiro defendeu firmemente a mudança, afirmando que o texto representa um progresso na forma como a atividade da trabalhadora rural é percebida. Ela destacou que o objetivo é **dar visibilidade à verdadeira atividade da trabalhadora rural**, que é segurada especial da Previdência e cujo trabalho não se limita a uma função de apoio. Essa nova perspectiva é essencial para a justiça social no campo.

Próximos Passos da Proposta Legislativa

O projeto agora segue em caráter conclusivo para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado nesta comissão, a proposta de lei avançará para as próximas etapas de votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal. A aprovação em ambas as casas legislativas é necessária para que a medida se torne lei e beneficie efetivamente as trabalhadoras rurais em todo o país.

Importância da Mudança para a Previdência Social

A alteração nas leis da Previdência Social é vista como um marco na inclusão e no reconhecimento dos direitos das mulheres no meio rural. Ao permitir o uso de documentos familiares, a lei busca **corrigir uma distorção histórica** que marginalizava a contribuição feminina para a economia do campo. A medida fortalece a seguridade social e garante que mais mulheres rurais tenham acesso à aposentadoria que merecem por seu trabalho.