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Mulheres Vítimas de Violência Terão Direito de Recorrer Contra Negação de Medidas Protetivas na Lei Maria da Penha

junho 11, 2026

Fortalecimento da Lei Maria da Penha: Mulheres Poderão Recorrer Contra Negação de Medidas Protetivas

Um avanço significativo para a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O projeto de lei garante que as vítimas possam recorrer de decisões judiciais que neguem ou retirem medidas protetivas de urgência.

Atualmente, a Lei Maria da Penha não prevê expressamente esse direito de recurso, gerando entendimentos divergentes entre os tribunais. A nova proposta visa unificar e fortalecer essa proteção, assegurando que a voz da vítima seja ouvida em todas as instâncias.

Esta mudança é baseada em decisões anteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já reconheciam a legitimidade das mulheres para contestar o indeferimento de proteções. O objetivo é garantir que nenhuma mulher fique desamparada diante de decisões judiciais desfavoráveis. Conforme informado pela Agência Câmara Notícias, a proposta segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Tramitação Prioritária e Proteção Imediata

O texto aprovado, que unifica dois projetos de lei, estabelece que o recurso terá tramitação prioritária. Isso significa que a análise do pedido será mais rápida, reduzindo a espera da vítima por uma decisão judicial que possa garantir sua segurança. A relatora, deputada Rogéria Santos, ressaltou a importância dessas medidas.

Além disso, a proposta prevê a possibilidade de conceder proteção provisória imediata em casos de risco grave à vida ou à saúde da mulher. Essa agilidade na concessão de proteção é crucial em situações de emergência, onde cada minuto conta para evitar tragédias. A medida visa atuar como uma barreira efetiva contra a violência fatal.

Assistência Jurídica Gratuita e Erros Técnicos

Para garantir que todas as mulheres tenham acesso a esse direito, a proposta também assegura assistência jurídica gratuita para aquelas que necessitarem recorrer das decisões. Isso é fundamental para que a falta de recursos financeiros não impeça a busca por proteção.

Outro ponto importante incluído pela relatora é a regra para que erros técnicos na escolha do tipo de recurso não impeçam a análise do pedido pela Justiça. O foco é garantir que a substância do pedido, que é a proteção da vítima, seja sempre avaliada, independentemente de formalidades. A deputada Rogéria Santos enfatizou que “as medidas protetivas salvam vidas, por isso seu fortalecimento é essencial”.

Próximos Passos para a Lei

O projeto de lei agora será submetido à análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Caso seja aprovado nesta comissão, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal. Apenas após a aprovação em ambas as casas legislativas e sanção presidencial é que a proposta se tornará lei.

A iniciativa busca consolidar um entendimento mais protetivo e equitativo por parte do Judiciário, reconhecendo a urgência e a necessidade de salvaguardar a vida das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O Superior Tribunal de Justiça já havia sinalizado essa necessidade, e o projeto de lei agora busca formalizar essa garantia.