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Justiça na Amazônia: Comissão da Câmara debate acesso desigual e descentralização de estruturas federais

junho 10, 2026

Comissão da Amazônia debate urgência em democratizar acesso à Justiça na região

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (10), um debate crucial sobre as desigualdades no acesso ao sistema de justiça na Amazônia. A audiência pública busca entender e propor soluções para a **descentralização de estruturas da Justiça Federal**, um passo fundamental para garantir equidade e cidadania na região.

O encontro, proposto pelo deputado Airton Faleiro (PT-PA), tem como objetivo centralizar a discussão em torno do sistema de justiça como uma **agenda estratégica para a Amazônia**. A iniciativa visa compreender as particularidades e os desafios enfrentados pelos cidadãos amazônicos na busca por seus direitos, especialmente em áreas remotas e de difícil acesso.

A discussão é de extrema relevância, pois aborda diretamente a forma como a organização judiciária atual pode, inadvertidamente, perpetuar desigualdades. O debate promete trazer à tona propostas concretas para superar esses obstáculos e construir um sistema de justiça mais inclusivo e acessível para todos os brasileiros que vivem na Amazônia, conforme informação divulgada pela redação do ND.

A distância que limita o acesso à cidadania

Um dos pontos centrais do debate é a **distância geográfica e institucional** que separa a população amazônica das sedes da Justiça Federal. Atualmente, a Justiça Federal na região está vinculada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), cuja sede principal fica em Brasília. Essa estrutura, segundo o deputado Airton Faleiro, reforça a concentração de decisões fora do território amazônico.

Os dados apresentados pelo parlamentar revelam um cenário preocupante: a **distância média entre os municípios da região e as sedes da Justiça Federal chega a aproximadamente 227 quilômetros**. Essa marcação geográfica representa um obstáculo significativo para o pleno exercício da cidadania e o acesso a direitos fundamentais.

Superando a lógica histórica de concentração institucional

O deputado Airton Faleiro enfatiza que a proposta vai além de uma simples reorganização administrativa. Ele defende que é necessário **enfrentar uma lógica histórica de concentração institucional** que, na prática, limita o acesso a direitos e perpetua as desigualdades na Amazônia. A audiência pública é vista como um passo importante nessa direção.

A discussão sobre a descentralização das estruturas da Justiça Federal na Amazônia é um chamado para a construção de um sistema judiciário mais equitativo. O objetivo é garantir que a **Justiça Federal esteja mais próxima do cidadão amazônico**, facilitando o acesso a serviços jurídicos essenciais e promovendo a inclusão social e a cidadania plena em toda a região.