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Câmara em Maio: Saúde em Foco com Projetos Cruciais sobre Neurodesenvolvimento, Epilepsia e Hemoderivados

junho 1, 2026

Câmara dos Deputados analisa projetos de lei que visam avanços significativos na área da saúde, com foco em atenção a transtornos do neurodesenvolvimento, epilepsia e produção de hemoderivados.

A primeira semana de junho promete ser movimentada na Câmara dos Deputados, com a possibilidade de votação de importantes projetos de lei voltados para a área da saúde. As propostas em pauta buscam instituir novas políticas e programas de atenção a condições específicas, além de otimizar o fornecimento de medicamentos essenciais.

Um dos projetos em destaque é o que trata da Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento. A iniciativa visa oferecer suporte e adaptações a indivíduos com dificuldades de aprendizagem, como dislexia e TDAH, em diversos ambientes avaliativos.

Adicionalmente, a Câmara pode votar um programa nacional para pessoas com epilepsia, buscando melhorar o diagnóstico e tratamento, e combater o estigma social associado à doença. Outra pauta relevante é a autorização para a Hemobrás celebrar contratos de fornecimento de hemoderivados ao SUS, garantindo o acesso a medicamentos importantes. Essas informações foram divulgadas pela Câmara dos Deputados.

Adaptações para Transtornos do Neurodesenvolvimento em Avaliações

O Projeto de Lei 4225/23, proposto pelos deputados Alex Manente, Amom Mandel e Any Ortiz, tem como objetivo instituir a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento. O foco principal recai sobre indivíduos com dificuldades de aprendizagem, como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Conforme o parecer preliminar da deputada Andreia Siqueira, pessoas com esses transtornos terão direito a adaptações significativas na realização de provas. Isso se aplicará em ambientes escolares, concursos públicos, processos seletivos e outras formas de avaliação. O objetivo é garantir que as dificuldades de aprendizagem não se tornem um impedimento para a demonstração do conhecimento.

As adaptações podem incluir, por exemplo, tempo adicional para a realização das avaliações, um ambiente com menos estímulos para evitar distrações, a oferta de um leitor para o material, o uso de recursos tecnológicos de apoio e a flexibilização dos formatos das provas. Essas medidas serão observadas dentro das normas específicas de cada sistema de ensino ou processo seletivo.

Programa Nacional de Atenção Integral a Pessoas com Epilepsia

Outro projeto com potencial de votação é o PL 5538/19, de autoria do deputado Ruy Carneiro. Este projeto propõe a instituição do Programa Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Epilepsia. A iniciativa busca oferecer um suporte mais completo e eficaz para os indivíduos que convivem com esta condição neurológica.

Segundo o substitutivo da Comissão de Saúde, o programa terá como objetivos gerais proporcionar atendimento integral para reduzir as manifestações clínicas e sequelas da epilepsia. Além disso, um ponto crucial é o combate à estigmatização social que muitas vezes cerca a doença, promovendo maior inclusão e qualidade de vida.

Desenvolvido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa pretende aprimorar o diagnóstico e o tratamento da epilepsia em todos os níveis de atenção. O projeto também prevê a promoção de ações educativas para divulgar informações corretas sobre a doença, desmistificando crenças populares e incentivando a busca por ajuda médica.

Facilitação no Fornecimento de Medicamentos Hemoderivados

O Projeto de Lei 424/15, de autoria do deputado Jorge Solla, aborda a questão do fornecimento de medicamentos hemoderivados. A proposta autoriza a Hemobrás, empresa estatal que produz esses medicamentos, a celebrar contratos de fornecimento com o SUS por meio de dispensa de licitação.

Essa dispensa seria aplicável caso a Hemobrás seja a única instituição habilitada a produzir medicamentos hemoderivados. A Hemobrás, criada em 2004, é responsável pela produção de medicamentos derivados do fracionamento do plasma sanguíneo, coletado em postos em todo o país. A medida visa garantir a continuidade e a agilidade no acesso a esses tratamentos essenciais para muitos pacientes.