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Minha Casa, Minha Vida: Cota de 15% para Famílias com Renda de até R$ 1.800 é Aprovada em Comissão da Câmara

junho 1, 2026

Comissão da Câmara aprova destinação mínima de 15% do Minha Casa, Minha Vida para famílias de baixa renda

Um projeto de lei que estabelece uma reserva de 15% do orçamento do Programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 1.800 mensais foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. A medida visa garantir que a população de menor poder aquisitivo tenha prioridade no acesso à moradia digna.

A proposta, que já havia sido aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano, teve sua única alteração feita pelos deputados para atualizar o teto de renda da faixa mais vulnerável. Anteriormente fixado em R$ 1.600, o limite agora se alinha à chamada “Faixa 1” do programa habitacional, que considera famílias com rendimentos de até R$ 1.800.

O relator do projeto, deputado Paulo Guedes (PT-MG), destacou a importância social da iniciativa. Ele ressaltou que, quanto menor a renda familiar, mais crucial se torna o papel do Estado em oferecer as condições necessárias para a aquisição da casa própria e, consequentemente, para uma vida mais digna.

Prioridade para a “Faixa 1” do Minha Casa, Minha Vida

A aprovação do substitutivo ao Projeto de Lei 3078/15, originário do Senado, representa um avanço significativo para as famílias que mais precisam. A reserva de 15% do Minha Casa, Minha Vida assegura que uma parcela considerável dos recursos do programa seja direcionada a este público específico.

A atualização do limite de renda para R$ 1.800 mensais, segundo a recomendação do relator, foi um passo importante para adequar a legislação à realidade econômica atual e às diretrizes da “Faixa 1” do programa. Isso garante que um número maior de famílias em situação de vulnerabilidade possa ser contemplado.

Impacto e próximos passos do projeto de lei

O deputado Paulo Guedes explicou que a proposta não gera novos impactos orçamentários para o governo federal. Em vez disso, funciona como uma diretriz fundamental para a alocação dos recursos já previstos no orçamento do Minha Casa, Minha Vida, garantindo uma distribuição mais equitativa.

A matéria agora segue em caráter conclusivo para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso aprovado nesta instância, o projeto ainda precisará ser votado nas plenárias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para se tornar lei e entrar em vigor.

A importância do acesso à moradia digna

A aprovação desta cota no Minha Casa, Minha Vida reforça o compromisso com a inclusão social e o direito à moradia, um dos pilares para o desenvolvimento e bem-estar das famílias brasileiras. Garantir que a população de menor renda tenha acesso a um lar é um passo essencial para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A medida é vista como um avanço importante, pois busca democratizar o acesso a um bem fundamental. A expectativa é que, com essa reserva, mais famílias de baixa renda consigam realizar o sonho da casa própria, saindo de situações de precariedade habitacional e encontrando estabilidade e segurança.