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Idosos Protegidos: Comissão da Câmara Aprova Punição Severa Contra Interdição Abusiva e Fraudulenta de Bens

maio 29, 2026

Comissão da Câmara aprova projeto que pune tentativas de interdição abusiva de idosos

Uma nova legislação está em debate na Câmara dos Deputados com o objetivo de oferecer maior proteção aos idosos contra práticas fraudulentas. A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou um projeto de lei que estabelece sanções civis e penais para quem tentar interditar pessoas idosas de forma abusiva ou com intenções fraudulentas.

A proposta visa combater situações em que familiares ou pessoas próximas se utilizam de processos judiciais de interdição, também conhecidos como curatela, para obter controle sobre os bens e rendimentos de idosos que ainda possuem total capacidade de gerir sua própria vida e finanças. A medida busca garantir a autonomia e a segurança patrimonial dos mais velhos.

O texto aprovado, com base no Projeto de Lei 464/26, propõe que a tentativa de curatela por má-fé seja considerada motivo para a exclusão do herdeiro do processo de sucessão, resultando na perda do direito à herança. Essa penalidade civil atua como um poderoso desincentivo, punindo financeiramente aqueles que violam os laços de solidariedade familiar. As informações são da Agência Câmara Notícias.

Sanções Civis e Penais Mais Rigorosas para Proteger o Patrimônio Idoso

Além da sanção civil que impede o acesso à herança, o projeto de lei também prevê alterações no Estatuto da Pessoa Idosa. Essas mudanças visam aumentar a punição para casos de apropriação ou desvio de bens de idosos. A pena para este crime poderá ser aumentada em um terço até a metade, caso seja praticada por meio da instauração de um processo de curatela considerado abusivo ou fundamentado em motivos falsos.

Agilidade na Justiça para Evitar Fraudes

O substitutivo aprovado pela comissão também se dedica a atualizar termos legais e a otimizar o processo judicial. O objetivo é permitir que o juiz possa reconhecer o dolo, ou seja, a intenção de enganar, de forma mais ágil. Essa agilidade é crucial para evitar que a lentidão da Justiça acabe beneficiando herdeiros mal-intencionados que buscam explorar a vulnerabilidade dos idosos.

Próximos Passos da Proposta Legislativa

Após a aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, o projeto de lei seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, o texto será submetido à votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Para que se torne lei, a proposta ainda precisará ser aprovada pelo Senado Federal.