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Fim da Escala 6×1: Hugo Motta Define Pontos Inegociáveis para Redução da Jornada e Proteção Salarial

maio 26, 2026

Reforma Trabalhista: Redução da Jornada e Fim da Escala 6×1 Tornam-se Prioridade Absoluta na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, comunicou nesta segunda-feira (25) que o relatório final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 estabelece um período de transição de um ano para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

A medida prevê a diminuição imediata de duas horas na jornada após 60 dias da promulgação da PEC, seguida por mais duas horas após 12 meses. Essa transição gradual visa permitir que os setores produtivos se adaptem às novas regras, garantindo um processo mais organizado e menos impactante.

Conforme anunciado em entrevista coletiva, a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1 e a proibição de cortes salariais são considerados pontos inegociáveis pela Câmara dos Deputados e pelo governo. Essa convergência busca consolidar uma nova realidade para os trabalhadores, com mais qualidade de vida e segurança.

Ajustes Específicos para Microempreendedores e Servidores

O texto da PEC está em fase de ajustes para abranger regras específicas para servidores públicos, prestadores de serviço para o setor público e microempreendedores individuais (MEIs). A intenção é permitir que os MEIs, que atualmente só podem contratar um funcionário com carteira assinada, possam expandir suas equipes diante da redução da jornada de trabalho.

Em relação aos MEIs, as mudanças serão propostas por meio de um projeto de lei. Hugo Motta também informou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o reajuste de valores para os microempreendedores, indicando sensibilidade do governo para o tema.

Amplo Debate e Busca por Equilíbrio

O presidente da Câmara ressaltou que a proposta passou por amplas discussões para alcançar o equilíbrio entre os interesses de trabalhadores e empregadores. O objetivo tem sido trabalhar em sintonia com o governo e ouvir todas as partes envolvidas, incluindo representantes dos trabalhadores e do setor produtivo.

Ministros como José Guimarães (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho) participaram da coletiva, destacando a PEC como uma conquista histórica para o mundo do trabalho. Luiz Marinho lembrou que a jornada de 40 horas já era uma demanda desde a Assembleia Constituinte de 1988, representando um anseio histórico da classe trabalhadora.

Impacto Positivo Esperado na Produtividade

O ministro do Trabalho expressou confiança de que a medida trará benefícios também para as empresas, com potencial para melhorar a produtividade da economia brasileira, preencher vagas de emprego e diminuir o absenteísmo. A expectativa é que nenhum setor econômico seja prejudicado pela nova legislação.

O relator da PEC, deputado Leo Prates, enfatizou a importância de criar dispositivos legais que estabeleçam um teto e um piso, deixando espaço para projetos de lei e convenções coletivas definirem detalhes. Ele considera esta mudança de maior impacto do que a redução da jornada de 48 para 44 horas em 1988, qualificando o momento como histórico e focado na melhoria da qualidade de vida das pessoas.