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Projeto de Lei Aprovado: 15 Dias de Licença Remunerada para Cuidar de Familiar Doente no Setor Privado

janeiro 31, 2026

Projeto de Lei assegura 15 dias remunerados para trabalhador cuidar de familiar doente

Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, o PL 1161/25, propõe um avanço significativo nos direitos trabalhistas no Brasil. A proposta visa garantir a trabalhadores do setor privado o direito a até **15 dias de licença remunerada** a cada período de 12 meses. Este afastamento seria destinado a situações em que o profissional precise prestar assistência direta a um familiar doente.

A licença se aplicaria a casos de doença comprovada por atestado médico, abrangendo cônjuges, pais, filhos ou dependentes. A intenção é oferecer um suporte fundamental para que o trabalhador possa oferecer cuidados essenciais em momentos de vulnerabilidade, sem o receio imediato de perder sua remuneração.

É importante ressaltar que o projeto detalha as condições para a concessão desse benefício. O afastamento remunerado só seria concedido caso a assistência direta do trabalhador seja **indispensável** e não possa ser conciliada com suas atividades laborais, mesmo que com flexibilidade de horário ou em regime de teletrabalho. Conforme informação divulgada pela Agência Câmara Notícias, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), autora da iniciativa, destaca a importância de estender um benefício já existente para servidores públicos federais. Ela argumenta que a medida é crucial para garantir a **isonomia** e fortalecer princípios trabalhistas, como a continuidade da relação de emprego e a proteção ao mercado de trabalho feminino.

Teletrabalho como Alternativa de Apoio Familiar

Além da licença remunerada, o projeto de lei introduz uma alternativa flexível para os trabalhadores. O texto permite que o empregado, caso deseje e suas atividades sejam compatíveis, **substitua os 15 dias de licença remunerada pelo regime de teletrabalho**. Essa modalidade seria aplicável durante o período em que a assistência ao parente enfermo for necessária.

Para usufruir dessa opção, o trabalhador deve formalizar seu interesse ao empregador por escrito, antes do início do período de afastamento. Essa medida busca oferecer maior adaptabilidade às necessidades familiares, permitindo que o profissional permaneça produtivo enquanto oferece suporte ao ente querido.

Posição do Empregador e Próximos Passos

O empregador, no entanto, tem a prerrogativa de negar a substituição da licença pelo teletrabalho. Essa recusa pode ocorrer se houver **necessidades específicas do estabelecimento** que impeçam a modalidade remota. Nesses casos, a decisão do empregador deve ser apresentada por escrito ao trabalhador.

O Projeto de Lei 1161/25 segue agora para análise nas comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Para que se torne lei, o texto precisará ser aprovado por ambas as casas legislativas, Câmara e Senado, e sancionado pelo Presidente da República.

Justificativa da Proposta: Isonomia e Proteção Trabalhista

A deputada Laura Carneiro ressalta que servidores públicos federais já dispõem de licença por motivo de doença em pessoa da família. A proposta visa equiparar essa condição aos trabalhadores celetistas, promovendo um tratamento mais justo. A iniciativa busca materializar princípios trabalhistas importantes, como a **continuidade da relação de emprego** e a proteção ao mercado de trabalho da mulher, que frequentemente assume a responsabilidade pelos cuidados familiares.

Impacto e Expectativas Futuras

A expectativa é que a aprovação deste projeto de lei traga um alívio significativo para muitos trabalhadores que se encontram em situações delicadas de saúde familiar. A possibilidade de ter um período remunerado para cuidar de um ente querido, ou de manter a atividade profissional em regime de teletrabalho, representa um avanço na **conciliação entre vida pessoal e profissional**, fortalecendo o bem-estar e a segurança dos empregados no Brasil.