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Justiça Gratuita para Pacientes com Câncer e Pessoas com Deficiência: Câmara Aprova Benefício Essencial

setembro 9, 2026

Câmara aprova justiça gratuita para pessoas com câncer ou com deficiência, facilitando acesso ao judiciário

Um importante avanço na garantia de direitos foi dado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. A comissão aprovou um projeto de lei que assegura justiça gratuita para pessoas diagnosticadas com câncer ou com algum tipo de deficiência.

A proposta visa desburocratizar e facilitar o acesso ao sistema judiciário para esses grupos, que frequentemente enfrentam dificuldades financeiras e de saúde. A medida busca remover obstáculos que poderiam impedir a busca por direitos fundamentais.

A relatora da proposta, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), destacou a relevância da iniciativa, ressaltando que a falta de recursos não deve ser um impeditivo para que esses cidadãos lutem por sua vida, saúde e dignidade. A proposta agora segue para análise do Senado, a menos que haja recurso para votação em Plenário na Câmara. Conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados.

Detalhes da Proposta e Adaptações do Texto

O projeto aprovado é um texto alternativo ao Projeto de Lei 917/24. A deputada Laura Carneiro fez uma importante adequação, substituindo o termo “câncer” por “neoplasia maligna”. Essa mudança visa alinhar o texto a outros diplomas legais já existentes.

Além disso, a relatora retirou a menção expressa ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A justificativa é que pessoas com TEA já são legalmente reconhecidas como pessoas com deficiência, garantindo a elas os mesmos direitos previstos na nova legislação. “É indiscutível a importância de se assegurar direito à gratuidade da justiça aos pacientes com diagnóstico ou em tratamento de neoplasia maligna e às pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista”, afirmou a deputada.

Acesso à Saúde e Dignidade Através da Justiça

A deputada Laura Carneiro ressaltou que muitas vezes pacientes com câncer e pessoas com deficiência precisam recorrer ao Poder Judiciário para garantir o acesso a tratamentos e medicamentos. Esses tratamentos podem ser negados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por operadoras de planos de saúde.

“Portanto, a gratuidade do acesso à justiça afigura-se relevante também para garantir que a falta ou insuficiência de recursos financeiros não constitua obstáculo importante para que elas lutem pela vida, saúde e dignidade”, defendeu a relatora. A medida busca assegurar que a vulnerabilidade financeira não impeça a busca por direitos essenciais.

Como Funciona Atualmente e Próximos Passos

Atualmente, não existe uma lei específica que conceda automaticamente a gratuidade da justiça para esses grupos. O direito ao benefício é regulamentado pelo Código de Processo Civil e depende da comprovação de “insuficiência de recursos”, análise que fica a critério do juiz em cada caso.

Com a aprovação na CCJ, o projeto tramitou em caráter conclusivo. Ele poderá agora ser enviado para análise do Senado Federal. Caso haja um recurso, a proposta pode ser levada para votação em Plenário na Câmara dos Deputados antes de seguir para a outra casa legislativa. Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado por ambas as casas do Congresso Nacional.