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Golpes Financeiros: Idosos Acima de 80 Anos Terão Proteção Bancária Reforçada Contra Fraudes

janeiro 28, 2026

Câmara dos Deputados aprova medidas de proteção contra fraudes financeiras para pessoas idosas

Um projeto de lei que visa aumentar a segurança de pessoas idosas contra fraudes financeiras foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados. A proposta, que segue em análise, determina que instituições financeiras implementem mecanismos mais robustos para prevenir golpes e proteger o patrimônio dos cidadãos mais vulneráveis.

O texto aprovado, baseado no Projeto de Lei 3332/25, foi relatado pelo deputado Cleber Verde (MDB-MA) e recebeu uma emenda importante que restringe as medidas de segurança mais rigorosas aos clientes com 80 anos ou mais. A intenção é oferecer uma proteção adicional sem, contudo, criar barreiras que possam discriminar ou dificultar o acesso a serviços financeiros.

A violência patrimonial contra idosos tem crescido, e a nova legislação busca oferecer um escudo eficaz. Conforme dados do Ministério dos Direitos Humanos, em 2025, o serviço Disque 100 registrou mais de 59 mil denúncias de violência patrimonial contra pessoas idosas, um aumento significativo em relação ao ano anterior. O projeto, agora, busca mitigar esses números, garantindo que os idosos possam realizar suas transações com mais segurança e autonomia. A iniciativa foi divulgada pela Agência Câmara Notícias.

Medidas de Segurança Mais Rígidas para Idosos Acima de 80 Anos

O projeto de lei estabelece que medidas adicionais de segurança se tornem obrigatórias para clientes com 80 anos ou mais. Entre elas, estão a confirmação de transações por telefone, o uso de biometria para operações de maior valor e, em alguns casos, a validação presencial. Essas medidas visam criar uma barreira extra contra tentativas de fraude, protegendo o patrimônio de quem mais precisa.

Em situações onde haja suspeita de fraude, a instituição financeira será obrigada a suspender a operação imediatamente. Além disso, o cliente deverá ser notificado, e, se necessário e respeitando o sigilo bancário, os familiares também poderão ser informados. Os bancos, financeiras e outras entidades similares também terão a obrigação de manter equipes dedicadas ao combate a fraudes, reforçando a estrutura de proteção.

Proteção Sem Perda de Autonomia

A deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), autora do projeto original, ressalta que o objetivo é proteger um grupo vulnerável sem retirar sua autonomia. A iniciativa busca criar um ambiente financeiro mais seguro, especialmente no meio digital, onde muitos idosos ainda enfrentam dificuldades. A parlamentar enfatiza que as medidas não são paternalistas, mas sim um avanço necessário para garantir a igualdade de condições.

O texto aprovado também prevê que o governo promova parcerias para campanhas de educação financeira voltadas aos idosos. O intuito é capacitar essa parcela da população para identificar e evitar golpes. O descumprimento das novas normas sujeitará as instituições bancárias a penalidades previstas na legislação vigente.

Violência Patrimonial Contra Idosos: Um Alerta Crescente

Os dados sobre violência patrimonial contra idosos são alarmantes. Em 2025, o Ministério dos Direitos Humanos registrou mais de 59 mil denúncias, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. As mulheres foram as principais vítimas, representando cerca de 66% das denúncias. As faixas etárias mais afetadas foram as de 70 a 79 anos e de 80 a 89 anos, evidenciando a urgência de medidas de proteção eficazes.

A violência patrimonial ou financeira ocorre quando há o uso indevido ou apropriação de dinheiro ou bens da pessoa idosa, incluindo golpes, furtos, roubos e apropriação indébita. O projeto aprovado na comissão é um passo importante para combater essa realidade.

Próximos Passos do Projeto de Lei

O projeto de lei agora seguirá para análise nas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por tramitar em caráter conclusivo, após essas etapas, poderá ser enviado para votação final na Câmara. Caso aprovado, ainda precisará ser votado pelo Senado Federal para se tornar lei, reforçando a proteção contra fraudes financeiras para pessoas idosas no Brasil.