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Alerta de Segurança: Deputado defende proibição de armas para pessoas com medida protetiva contra feminicídio

fevereiro 24, 2026

Comissão da Câmara aprova restrição de armas para quem tem medida protetiva

Um projeto de lei que proíbe a posse, o porte e a compra de armas e munições por pessoas que estejam sob medida protetiva foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. A proposta, que tramita em regime de urgência, visa aumentar a segurança, especialmente de mulheres, diante do preocupante cenário de feminicídios no país.

O deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), relator do texto, explicou que a medida se aplica a qualquer cidadão com autorização de porte e posse de armas, incluindo profissionais de segurança pública, militares, agentes de segurança privada, caçadores, atiradores e colecionadores (CACs).

A iniciativa busca impedir que agressores, mesmo que possuam registro de arma legalmente, a utilizem contra suas vítimas. Conforme informações divulgadas pela Rádio Câmara, o juiz ou a autoridade responsável pela medida protetiva deverá comunicar o fato aos órgãos competentes, como a Polícia Federal e o Exército, além de empresas de segurança privada onde o agressor possa atuar.

Suspensão imediata de porte e posse de armas

O relator do projeto, deputado Aluisio Mendes, enfatizou a importância da medida, declarando que qualquer cidadão que seja alvo de uma medida protetiva e que possua autorização legal para porte ou posse de arma terá imediatamente esses direitos suspensos. A arma, nesses casos, será recolhida pelas autoridades competentes. Essa ação é vista como um passo crucial para coibir a violência doméstica e o feminicídio.

Aumento de feminicídios impulsiona a medida

O deputado Mendes ressaltou o alarmante crescimento do número de feminicídios no Brasil, apontando que uma parcela significativa desses crimes é cometida com armas de fogo cujos proprietários são legalmente registrados. Ele criticou a situação atual, classificando como absurdo o fato de uma pessoa sob medida protetiva ainda ter o direito de portar uma arma de fogo. A proposta busca justamente fechar essa brecha legal e proteger as vítimas.

Próximos passos do projeto de lei

O Projeto de Lei 3874/23, de autoria do deputado Max Lemos (PDT-RJ), após aprovação na Comissão de Segurança Pública, segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto tramita em regime de urgência, o que significa que pode ser levado a votação no Plenário a qualquer momento. Para que a proposta se torne lei, ela precisa ser aprovada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Impacto na segurança pública e proteção às mulheres

A nova legislação visa criar uma barreira adicional contra a violência, impedindo que agressores em potencial, que já tiveram sua conduta repreendida judicialmente por meio de medidas protetivas, tenham acesso a armas de fogo. A suspensão imediata do porte e posse de armas, juntamente com o recolhimento dos armamentos, é vista como uma ferramenta eficaz para reduzir o risco de feminicídios e garantir maior segurança para as mulheres em situação de vulnerabilidade.