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Acordo no PL Antifacção: Governo e Relator Buscam Votação Urgente para Combater o Crime Organizado

fevereiro 24, 2026

PL Antifacção Avança na Câmara com Acordo entre Governo e Relator para Votação Urgente

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou nesta terça-feira (28) um acordo promissor entre o governo e o relator do Projeto de Lei Antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP). O entendimento visa viabilizar a votação do texto em plenário ainda nesta semana, após sua passagem pelo Senado. Lira destacou que foi possível chegar a um consenso sem grandes divergências, priorizando a segurança pública e o enfrentamento às facções criminosas.

A proposta, que voltará a ser discutida pelos deputados, recebeu o nome de Lei Raul Jungmann, em homenagem ao ex-deputado que faleceu recentemente. O presidente da Casa enfatizou que a matéria é vista como uma questão de Estado, e não de um grupo político específico, refletindo um esforço conjunto para colocar a segurança como prioridade nacional. O acordo, segundo Lira, foi construído com base no atendimento a pleitos importantes e leva em consideração o que já foi aprovado pelos senadores, limitando o espaço para novas alterações.

Embora os detalhes específicos dos pontos que serão aprovados não tenham sido divulgados, sabe-se que existem divergências significativas entre as versões da Câmara e do Senado. Questões como a definição exata do que constitui uma facção criminosa, a severidade das penas, os procedimentos de julgamento para os envolvidos e o financiamento da segurança pública estão entre os temas que geram debate. A expectativa é que o texto votado hoje represente um avanço importante no combate ao crime organizado no país, conforme informado pela Agência Câmara Notícias.

Debate sobre Supersalários e Criação de Grupo de Trabalho

Em outra frente, o presidente da Câmara participou de um encontro no Supremo Tribunal Federal (STF) a convite do ministro Edson Fachin. O objetivo foi discutir a polêmica dos chamados supersalários no serviço público. Decisões recentes de ministros do STF determinaram a revisão de adicionais e gratificações que elevam a remuneração de servidores públicos acima do teto constitucional. Arthur Lira informou que um grupo de trabalho, com a participação de representantes dos três Poderes, será criado para debater o tema e propor soluções.

Lira ressaltou que, na Câmara dos Deputados, não há servidores recebendo acima do teto salarial. A iniciativa de criar o grupo de trabalho visa promover uma discussão profunda sobre a estrutura da máquina pública, buscando maior transparência e eficiência nos serviços prestados à população. A proposta é construir um debate estruturante sobre o tema, conforme declarado pelo presidente da Câmara.

Nova Escala de Trabalho 6×1 e Desoneração da Folha

Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa restringir a escala de trabalho 6×1, Arthur Lira considerou precipitado afirmar que a desoneração da folha de pagamento seria uma compensação automática para os empregadores. Ele reconheceu que a discussão sobre a nova escala de trabalho é relevante e está em andamento na Câmara, mas enfatizou a necessidade de conduzir o debate com cautela e responsabilidade.

O presidente da Casa alertou para os significativos impactos que a mudança na escala de trabalho pode gerar em todo o país. Por isso, a proposta deve ser tratada sem vieses ideológicos e sem pressa, garantindo que as decisões tomadas sejam as mais adequadas e responsáveis para o cenário nacional. A matéria exige uma análise aprofundada para evitar atropelos e garantir o bem-estar dos trabalhadores e a sustentabilidade das empresas.