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5G no Brasil: Pequenas Antenas São Prioridade em Nova Proposta para Expansão Rápida da Rede

fevereiro 11, 2026

Proposta prioriza antenas compactas para expansão do 5G no Brasil

Uma nova proposta em tramitação na Câmara dos Deputados visa acelerar a expansão da rede 5G no Brasil, focando na priorização de infraestruturas de telecomunicações de pequeno porte. O Projeto de Lei 4892/24, apresentado pelo deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), busca simplificar o processo de instalação de antenas menores, chamadas de ‘small cells’, que são essenciais para a tecnologia 5G.

A tecnologia 5G, por operar em frequências mais altas, exige um número significativamente maior de antenas em comparação com o 4G, cerca de cinco a dez vezes mais. Contudo, essas novas antenas são menores, menos invasivas e mais fáceis de instalar, podendo ser fixadas em postes, semáforos e fachadas de prédios, com baixo impacto visual e ambiental.

A iniciativa, que precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se tornar lei, estabelece novas diretrizes para órgãos públicos e para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O objetivo é criar um ambiente mais favorável para a implantação dessas estruturas, garantindo que mais brasileiros possam usufruir dos benefícios da conectividade de alta velocidade, conforme informações divulgadas pela Agência Câmara Notícias.

O que são antenas de pequeno porte e por que são importantes para o 5G

O projeto define como de pequeno porte as estruturas que atendam aos requisitos técnicos da Anatel e possuam dimensões reduzidas. Essas antenas são projetadas para ter baixo impacto visual e ambiental, além de facilitar a instalação e a manutenção. A necessidade de mais antenas para o 5G se deve às características das frequências mais altas utilizadas, que têm um alcance menor, exigindo uma densidade maior de pontos de transmissão para garantir a cobertura.

Obrigações para órgãos públicos e Anatel

O texto do Projeto de Lei 4892/24 impõe obrigações claras para órgãos e entidades da administração pública em todos os níveis (federal, estadual e municipal), além da Anatel. Essas entidades deverão priorizar a emissão de licenças e autorizações para antenas de pequeno porte, simplificar os procedimentos de licenciamento e oferecer incentivos fiscais para a instalação dessas estruturas. A Anatel, por sua vez, terá a tarefa de estabelecer critérios para a classificação dessas infraestruturas, desenvolver modelos de projeto e promover campanhas de conscientização sobre os benefícios das antenas menores.

Expansão do 5G: um desafio para o Brasil

O deputado Amom Mandel destaca a situação atual da cobertura 5G no Brasil, citando o exemplo do Amazonas, onde apenas sete municípios possuem acesso à tecnologia, de um total de mais de 60. Essa limitação, segundo ele, impede que grande parte da população usufrua dos benefícios da conectividade de alta velocidade, como educação a distância, telemedicina e oportunidades na economia digital. A expansão do 5G é vista como crucial para o desenvolvimento econômico e social do país.

Próximos passos do projeto de lei

Após a análise nas comissões da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4892/24 seguirá para o Senado Federal. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada por ambas as casas legislativas. A expectativa é que a priorização das antenas de pequeno porte contribua significativamente para a rápida implantação da rede 5G em áreas densamente povoadas, conciliando o avanço tecnológico com a preservação da paisagem urbana.