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Regulamentação do Trabalho por Aplicativo em Março: Relator Detalha Avanços e Prioridade na Câmara dos Deputados

fevereiro 7, 2026

Trabalhadores de Aplicativo Podem Ter Nova Regulamentação Aprovada em Março

O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), relator da proposta que visa regulamentar o trabalho por aplicativo no Brasil, indicou que o texto pode ser votado em comissão especial já em março, logo após o período de Carnaval. A informação foi divulgada em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara.

Coutinho destacou que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, considera o tema uma prioridade. Diversas reuniões já foram realizadas com representantes do governo, incluindo os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e Luiz Marinho (Trabalho), além de ouvir trabalhadores e entidades de defesa do consumidor.

O objetivo é criar um projeto que abranja todos os tipos de aplicativos, desde os de entrega até os de transporte, um desafio reconhecido como complexo. A intenção é chegar a um consenso que ofereça segurança jurídica e proteções necessárias a todas as partes envolvidas no ecossistema do trabalho por aplicativo.

Um Novo Regime Jurídico para Motoristas e Entregadores

O relator explicou que o projeto busca estabelecer um regime jurídico próprio para os trabalhadores de aplicativo. Essa nova estrutura visa garantir um conjunto mínimo de direitos e proteções, como a inclusão previdenciária e maior transparência nas regras que regem o uso de algoritmos pelas plataformas.

Outro ponto importante é a clareza nas informações sobre cada serviço prestado e a garantia de um processo de revisão humana em casos de bloqueio ou aplicação de penalidades. A autonomia do trabalhador na relação com as empresas é um eixo central na proposta, buscando manter a flexibilidade que caracteriza essa modalidade de trabalho.

Diálogo Aberto e Busca por Equilíbrio

Augusto Coutinho ressaltou que está aberto a sugestões do governo e dos setores envolvidos para aprimorar a proposta. Ele afirmou que, caso não haja consenso sobre todos os pontos, as divergências serão resolvidas através de votação. O principal desafio, segundo o relator, é encontrar um ponto de equilíbrio.

“A gente tem de ter o cuidado de não interferir tanto no serviço a ponto de inviabilizar ou encarecer o trabalho por aplicativo. A gente tem de dar segurança ao trabalhador, às plataformas e ao consumidor”, declarou Coutinho, reforçando a necessidade de um texto que beneficie a todos.

Próximos Passos da Regulamentação

Após a votação na comissão especial, o projeto de lei ainda precisará ser analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado Federal. A expectativa é de que a discussão avance nas próximas semanas, com o objetivo de consolidar uma legislação que modernize e proteja essa importante parcela da força de trabalho.