Skip to content

Câmara dos Deputados aprova programa inédito de emprego e apoio para mulheres vítimas de violência doméstica, familiar e sexual

janeiro 31, 2026

Comissão de Trabalho da Câmara aprova projeto que visa empregar mulheres vítimas de violência, oferecendo nova perspectiva de vida e segurança.

Um passo significativo para a proteção e o empoderamento feminino foi dado na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. Em dezembro, foi aprovado um projeto de lei que institui o Programa Nacional de Emprego e Apoio para a Mulher Vítima de Violência Doméstica, Familiar ou Sexual. A proposta visa unir esforços entre o setor público e o privado para facilitar a reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho, promovendo sua independência e dignidade.

A iniciativa, que agora segue para análise em outras comissões, é vista como fundamental para quebrar o ciclo de dependência financeira, um dos principais obstáculos enfrentados pelas vítimas de violência. Ao focar na empregabilidade, o programa busca oferecer às mulheres a oportunidade de reconquistar sua autonomia, autoestima e a chance de um recomeço seguro e digno.

O texto aprovado é um substitutivo que unifica duas propostas anteriores, buscando criar uma política pública mais abrangente e eficaz. A proteção dos dados das beneficiárias é um ponto crucial, assegurando que suas informações sejam tratadas como sensíveis e mantidas em sigilo absoluto, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP). Conforme informação divulgada pela Agência Câmara Notícias, o projeto segue em análise na Câmara dos Deputados.

Programa Abrange Mulheres em Situações de Vulnerabilidade Específica

O programa define claramente os públicos que serão atendidos, incluindo **mulheres vítimas de violência doméstica e familiar**, conforme os critérios estabelecidos pela Lei Maria da Penha. Além disso, a iniciativa se estende às **vítimas de estupro**, tipificado no Código Penal, independentemente de o crime ter ocorrido em ambiente doméstico ou familiar. Essa abrangência garante que um número maior de mulheres em situação de vulnerabilidade possa ser alcançado.

Respeito à Vocação Profissional e Padrões de Mercado

Um dos pilares do programa é o respeito à **vocação profissional de cada beneficiária**. A proposta determina que sejam buscadas remunerações compatíveis com os **padrões praticados pelo mercado**, assegurando que o trabalho oferecido seja justo e valorizado. A ideia é que a inserção no mercado de trabalho não seja apenas uma forma de subsistência, mas uma oportunidade de desenvolvimento e realização pessoal, contribuindo para a **recuperação da autoestima e da autonomia**.

Segurança e Proteção de Dados como Prioridade Máxima

A segurança das participantes é tratada com a máxima seriedade. O substitutivo aprovado garante que os **dados das beneficiárias sejam tratados como sensíveis**, seguindo rigorosamente as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP). O objetivo é manter o **sigilo absoluto das informações**, protegendo a intimidade, a privacidade e a segurança pessoal das mulheres atendidas. Esse cuidado visa evitar qualquer tipo de exposição ou risco adicional para as vítimas.

Próximos Passos e Tramitação Legislativa

O projeto de lei agora seguirá para análise em outras comissões da Câmara dos Deputados, incluindo as de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A tramitação em caráter conclusivo significa que, após a aprovação por todas as comissões designadas, a proposta poderá ser votada diretamente no plenário da Câmara, sem necessidade de nova deliberação em comissões temáticas. Caso aprovada na Câmara, a matéria ainda precisará ser votada pelo Senado Federal para se tornar lei. A coordenação, regulamentação e acompanhamento do programa, se aprovado, ficarão a cargo do governo federal.