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Comércio Eletrônico Mais Seguro: Câmara Aprova Projeto com Medidas Fortes Contra Fraudes e Páginas Falsas na Internet

janeiro 28, 2026

Proteção ao Consumidor Online Ganha Reforço com Novas Regras na Câmara dos Deputados

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados deu um passo importante em dezembro ao aprovar um projeto de lei que promete revolucionar a segurança nas compras pela internet. A proposta, que segue agora para análise em outras comissões, estabelece normas claras para combater fraudes e a proliferação de páginas falsas no crescente mercado de comércio eletrônico.

O texto busca estabelecer um ambiente online mais confiável, definindo com precisão as responsabilidades das plataformas digitais. O foco principal é garantir maior transparência nas transações e implementar medidas eficazes de prevenção a crimes virtuais, protegendo assim os consumidores de práticas enganosas e golpes.

As novas regras visam diminuir a vulnerabilidade dos consumidores no ambiente digital, uma preocupação crescente e que demanda ações concretas do Poder Público. A iniciativa busca fortalecer a confiança nas compras online, um setor essencial para a economia moderna. Conforme defendido pelo relator, deputado Ossesio Silva, é fundamental que o Poder Público adote ações concretas para reduzir a ocorrência de fraudes no ambiente digital.

Identificação Clara e Transparência nas Plataformas Digitais

Uma das medidas centrais do projeto é a obrigatoriedade de que sites de venda e empresas participantes exibam de forma clara e visível informações essenciais, como o nome empresarial, o CNPJ, o endereço físico e canais de contato direto. Essa exigência visa facilitar a identificação das empresas e aumentar a confiança do consumidor ao realizar suas compras online, permitindo que ele saiba exatamente com quem está negociando e como contatar em caso de necessidade.

Políticas de Segurança e Direitos do Consumidor em Destaque

O projeto também impõe que as plataformas digitais adotem procedimentos rigorosos para gestão de riscos, segurança da informação e combate a crimes cibernéticos. Além disso, os termos contratuais, incluindo o tratamento de dados pessoais, e os prazos para devolução ou arrependimento deverão ser apresentados em linguagem simples e clara. Isso garante que o consumidor compreenda completamente seus direitos e deveres antes de finalizar qualquer compra, evitando surpresas desagradáveis e assegurando uma experiência de compra mais segura e satisfatória.

Responsabilidade das Plataformas e Flexibilidade para Pequenos Negócios

Em relação à responsabilidade das plataformas, o texto esclarece que as empresas que apenas mediam vendas só serão responsabilizadas por danos se ignorarem notificações de autoridades ou se tiverem controle direto sobre o pagamento e a logística. O substitutivo retirou obrigações diretas impostas aos bancos e focou nas plataformas de venda. Uma importante modificação é que redes sociais que apenas exibem anúncios não serão consideradas comércio eletrônico, mas deverão cooperar com autoridades. Essa nova redação também estabelece que as obrigações de segurança serão proporcionais ao tamanho da empresa, evitando custos excessivos para pequenos negócios digitais, preservando assim a sustentabilidade do ecossistema digital.

Próximos Passos e Sanções para o Descumprimento

O projeto agora seguirá para análise nas comissões de Defesa do Consumidor, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisará ser aprovado tanto pelos deputados quanto pelos senadores. As empresas que descumprirem as novas regras estarão sujeitas às punições já previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de possíveis sanções civis e penais, reforçando o compromisso com a segurança e a proteção do consumidor no comércio eletrônico.