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Alerta Saúde: Mulheres Podem Ter Nova Política Nacional Para Prevenir Doenças Cardiovasculares, Veja Detalhes

janeiro 23, 2026

Comissão da Câmara aprova política nacional para prevenção de doenças cardiovasculares em mulheres

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil. Em resposta a essa realidade preocupante, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 1538/25. A proposta visa criar a Política Nacional de Prevenção das Doenças Cardiovasculares na Mulher.

O objetivo central do projeto é direcionar ações de saúde que levem em conta as especificidades do corpo feminino. Muitas vezes, os sintomas e os riscos associados a problemas cardíacos se manifestam de maneira diferente em mulheres quando comparados aos homens, o que exige uma abordagem médica mais atenta e direcionada.

A medida, que já recebeu parecer favorável do relator, deputado Duda Ramos, reforça a necessidade de um atendimento especializado. A criação desta política é vista como um passo fundamental para garantir a **equidade no atendimento de saúde**, assegurando que as necessidades reais da população feminina sejam consideradas e atendidas de forma justa e eficaz. Conforme informação divulgada pela própria Câmara dos Deputados, o projeto segue agora para análise em outras comissões, podendo virar lei após aprovação no Senado.

Eixos fundamentais da nova política de saúde cardiovascular feminina

A futura política pública de prevenção de doenças cardiovasculares em mulheres será estruturada em pilares essenciais para sua efetividade. Um dos pontos cruciais é garantir que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça **exames, acompanhamento e cuidados específicos** voltados para a saúde do coração feminino. Isso implica em um olhar mais atento às particularidades biológicas e aos fatores de risco que afetam as mulheres.

Outro eixo fundamental é a informação de qualidade. O projeto prevê a promoção de campanhas educativas para que as mulheres aprendam a identificar os sintomas de infarto e de outros problemas cardiovasculares. É importante destacar que esses sintomas podem ser sutis e distintos daqueles apresentados por homens, o que muitas vezes leva a um diagnóstico tardio.

Além disso, a política enfatiza o **reconhecimento das diferenças biológicas e sociais** que influenciam a saúde cardiovascular feminina. Isso inclui a consideração de fatores como as variações hormonais ao longo da vida da mulher, como gravidez e menopausa, além de questões sociais que podem impactar o acesso à saúde e a adoção de hábitos saudáveis.

Relator destaca importância da equidade no atendimento à saúde da mulher

O deputado Duda Ramos, relator do projeto, deu parecer favorável à medida, enfatizando a importância de reconhecer as particularidades do corpo feminino. Ele ressaltou que o atendimento médico deve ser especializado e que as campanhas de alerta precisam ser direcionadas para o público feminino. “A criação dessa política é uma medida de ‘equidade’, garantindo que o atendimento de saúde seja justo e leve em conta as necessidades reais da população feminina”, afirmou o parlamentar.

Próximos passos para a aprovação da lei

O Projeto de Lei 1538/25 tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados. Após a aprovação pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o texto será encaminhado para análise das comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado por essas instâncias, o projeto seguirá para o Senado Federal. Se aprovado em ambas as casas legislativas, a proposta poderá se tornar lei, implementando a tão necessária Política Nacional de Prevenção das Doenças Cardiovasculares na Mulher.